Turismo e demanda por moradia impulsionam valorização imobiliária.
O preço médio dos terrenos no Japão subiu em mais da metade das áreas rurais pesquisadas, algo que não acontecia desde 1992, logo após o colapso da bolha imobiliária do país. Os preços aumentaram em 6.706 locais, representando cerca de 50% dos 13.405 pontos avaliados, de acordo com o Ministério da Terra, Infraestrutura, Transporte e Turismo.
Os principais fatores para essa alta foram:
– Turismo em expansão, com crescimento na demanda por hospedagem
– Baixas taxas de juros, incentivando a compra de imóveis
– Investimentos em novas moradias, especialmente em áreas turísticas
Média nacional: +2,7% em relação ao ano anterior
– Terrenos residenciais: +1,0%
– Terrenos comerciais: +1,6%
Tendência de alta nas grandes cidades
Nas três principais regiões metropolitanas – Tóquio, Osaka e Nagoya – o aumento foi ainda mais expressivo:
Terrenos residenciais: +3,3%
Terrenos comerciais: +7,1%
Média geral: +4,3%
Os preços subiram pelo quarto ano consecutivo, após um longo período de quedas devido à crise do Lehman Brothers (2008), ao desastre de Fukushima (2011) e à pandemia de COVID-19 (2019-2022).
Regiões com maior valorização
Furano (Hokkaido): +31,3% nos terrenos residenciais, impulsionado pela compra de casas de férias por estrangeiros.
Chitose (Hokkaido): +48,8% nos terrenos comerciais, devido ao crescimento da indústria de semicondutores.
Ishikawa: maior queda de preços, afetada pelo terremoto de Ano-Novo na Península de Noto (2024).
O metro quadrado mais caro do Japão
O endereço com o maior preço de terreno do país, pelo 19º ano consecutivo, foi a loja principal da Yamano Music, no bairro Ginza, em Tóquio.
– Preço por metro quadrado: 60,5 milhões de ienes (US$ 407.000)
– Variação: +8,6% em relação ao ano passado
O que esperar para o futuro?
A valorização dos terrenos no Japão deve continuar, impulsionada por:
– Turismo em recuperação
– Novos investimentos estrangeiros
– Demanda por moradia em áreas urbanas e turísticas
O Ministério da Terra, Infraestrutura, Transporte e Turismo afirma que a tendência de alta deve se manter enquanto a economia japonesa segue se recuperando.