Premiê japonesa preza pela segurança de cidadãos e restauração do Estado de Direito; EUA detêm Maduro em NY e impõem embargo total.
A situação geopolítica na América do Sul atingiu um ponto de ruptura global após a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na captura de Nicolás Maduro e sua esposa. O casal foi transferido para um centro de detenção em Nova York, onde enfrentarão acusações de tráfico de drogas. Enquanto Washington assume a administração temporária do país, as reações internacionais dividem-se entre a cautela diplomática e a condenação severa.
A Postura de Sanae Takaichi e do Japão
A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, utilizou as redes sociais para definir a posição de Tóquio. Sua fala prioriza o equilíbrio entre a aliança com o G7 e a proteção dos interesses japoneses na região.
Segurança Nacional: Takaichi afirmou que a prioridade imediata é a segurança dos cidadãos japoneses em solo venezuelano.
Valores Fundamentais: A premiê enfatizou que o Japão defende a “liberdade, democracia e o Estado de Direito”, defendendo uma restauração democrática célere.
Ação Conjunta: O Japão trabalhará em estreita colaboração com as nações do G7 para buscar a estabilização diplomática da Venezuela.
Trump e a “Administração” do Petróleo Venezuelano
A bordo do Air Force One, o presidente Donald Trump foi enfático ao declarar que os Estados Unidos estão “no comando” da nação sul-americana. A estratégia americana foca na reconstrução da economia através do controle direto dos recursos naturais.
| Líder/Instituição | Posição Oficial | Ação/Declaração |
| Donald Trump (EUA) | Intervencionista | Exige “acesso total” ao petróleo; ameaça novos ataques se líderes não “se comportarem”. |
| Marco Rubio (EUA) | Econômica | Embargo total: nenhum petróleo sai até que os EUA controlem o setor administrativo. |
| Vladimir Padrino (VEN) | Resistência | Forças Armadas condenam o “sequestro” de Maduro e prometem continuidade do regime. |
| China (Ministério Ext.) | Condenação | Exige libertação imediata e cita violação do Direito Internacional e da Carta da ONU. |
Tensões Regionais e Ameaças de Expansão
O governo Trump sinalizou que a Venezuela pode ser apenas o início de uma reconfiguração regional e estratégica:
Colômbia e México: Trump criticou duramente o presidente colombiano Gustavo Petro e sugeriu que uma operação militar na Colômbia seria uma “boa ideia” para combater o tráfico. Também houve alertas ao México sobre o fluxo de drogas.
Ameaça a Delcy Rodríguez: Trump alertou a presidente interina (em exercício na Venezuela), Delcy Rodríguez, afirmando que ela pagará um preço “maior que o de Maduro” se resistir às diretrizes de Washington.
A Questão da Groenlândia: Em um desdobramento inesperado, Trump conectou a intervenção na Venezuela à necessidade de controle da Groenlândia. A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, reagiu classificando as ameaças como desrespeitosas e sem sentido contra um aliado da OTAN.
O Fator Edmundo González
No cenário interno venezuelano, o ex-candidato Edmundo González, que estava exilado na Espanha após as eleições de 2024, posicionou-se como o líder legítimo. Apoiado pela Nobel da Paz María Corina Machado, González afirmou que a captura de Maduro é um passo importante, mas exige que a vontade popular das urnas seja plenamente respeitada na formação do novo governo.
