Delcy Rodríguez assume presidência interina da Venezuela enquanto Takaichi defende a democracia e G7

Japão evita julgar ação dos EUA e foca na estabilidade; Malásia e outros países asiáticos condenam intervenção como “violação do direito internacional”.

A captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos gerou uma onda de desdobramentos diplomáticos e internos nestes últimos dias. Enquanto o Japão adota uma postura de cautela estratégica, focada na aliança com o G7, a Venezuela tenta manter a continuidade do regime com a posse de uma nova liderança interina em Caracas, sob um rígido estado de emergência.

A Postura de Sanae Takaichi e as Preocupações de Tóquio

A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, manifestou-se durante sua coletiva de imprensa de Ano-Novo, equilibrando o apoio aos valores democráticos com a cautela diplomática frente à ação unilateral de Donald Trump.

  • Diplomacia e G7: Takaichi afirmou que o Japão não fará uma avaliação direta da operação militar agora, mas trabalhará com o G7 para “restaurar a democracia e estabilizar a situação”.
  • Valores Fundamentais: A premiê reiterou que o país sempre respeitará a liberdade e o Estado de direito.
  • O “Fator China”: Funcionários do governo japonês temem que a ação dos EUA abra um precedente para que a China realize tentativas unilaterais de mudar o status quo na Ásia (referindo-se a Taiwan e ao Mar do Sul da China). Tóquio busca fortalecer laços com Washington para garantir que Trump compreenda a posição japonesa frente a Pequim.

Reações na Ásia: Críticas e Apelos ao Direito Internacional

Diferente do Japão, outras nações asiáticas foram mais vocais em suas críticas à intervenção militar americana em solo soberano.

PaísPosição OficialDestaque da Declaração
MalásiaCondenação SeveraAnwar Ibrahim chamou a operação de “uso ilegal da força” e “precedente perigoso”.
FilipinasCautela DiplomáticaReconhece preocupações dos EUA, mas enfatiza a “igualdade soberana dos Estados”.
TailândiaApelo à ContençãoInstou todas as partes ao diálogo pacífico com respeito à Carta da ONU.
ÍndiaPreocupação ProfundaIncentivou a resolução de questões por meio do diálogo e negociações.

Venezuela: Posse Interina e Estado de Emergência

Em Caracas, o chavismo tenta demonstrar que a governança do país não entrou em colapso após a captura de Maduro.

“Leva-me dor pensar no presidente deposto e em sua esposa… mas juramos levar a Venezuela adiante nestes tempos terríveis de ameaças contra a estabilidade e a paz.” — Delcy Rodríguez, em seu discurso de posse como presidente interina.

Principais fatos em Caracas:

Legitimidade: A cerimônia contou com o filho de Maduro e diplomatas estrangeiros para sinalizar continuidade.

Estado de Emergência: O governo decretou medidas que permitem à polícia caçar e prender qualquer cidadão suspeito de ter apoiado a operação militar dos EUA.

Clima nas Ruas: Moradores relatam um retorno gradual às ruas, mas com extrema cautela. Estabelecimentos operam de forma parcial e a população evita sair sem observar o comportamento dos demais por medo de repressão ou violência.