Sujaram e bagunçaram tudo? Veja como ficou Shibuya pós-réveillon

O cruzamento mais famoso do mundo amanheceu em 1º de janeiro com um rastro de sujeira e um forte aparato de segurança que transformou a festa em contenção.

O que antes era o epicentro de celebrações espontâneas de Ano Novo, o cruzamento de Shibuya, em Tóquio, tornou-se um cenário de rigorosa vigilância e desafios logísticos no início de 2026. Com o cancelamento oficial do evento de contagem regressiva pelo sexto ano consecutivo, a prefeitura intensificou o controle para evitar aglomerações, resultando em uma atmosfera descrita por moradores locais como “desgastante” e “distópica”.

Muitas barricadas e policiais podiam serem vistas no bairro.

A Madrugada de 1º de Janeiro: Ordem vs. Celebração

Por volta das 2h da manhã, o cenário na Praça Hachiko era de operação de segurança máxima. O repórter local Seiji Nakazawa relatou um ambiente dominado por:

  • Barricadas e Megafones: O som constante de policiais gritando instruções para que a multidão não parasse de circular eliminou qualquer clima festivo.

Contraste Cultural: Enquanto os locais se sentiam intimidados pela presença policial ostensiva, grandes grupos de turistas estrangeiros pareciam ignorar as restrições, mantendo o espírito de celebração nas ruas bloqueadas.

Presença Policial: A autoridade conseguiu “matar a vibração” da festa, transformando o ponto turístico em uma zona de trânsito vigiado onde não era permitido permanecer parado.

Para alguns, ruas bloqueadas por barricadas são uma experiência divertida.

O Desafio do Amanhecer: A Crise do Lixo

Se o policiamento foi eficaz em controlar o comportamento indisciplinado, falhou em prevenir o rastro de sujeira. Ao nascer do sol, as ruas secundárias e os arredores do Scramble Crossing revelaram um problema crônico.

A Center Gai, uma via super movimentada localizada a uma quadra do cruzamento, estava com uma aparência um pouco deteriorada.
Bitucas de cigarro, latas e garrafas vazias estavam espalhadas em frente a lojas fechadas e em canteiros de flores.
LocalizaçãoEstado ObservadoDetalhes
Praça HachikoCercada e PoliciadaLimpa, mas com acesso restrito e ambiente pesado.
Center GaiDeterioradaAcúmulo de latas, garrafas vazias e bitucas de cigarro.
Lojas de ConveniênciaNegligenciadasLixo acumulado na frente de estabelecimentos como Family Mart.
Canteiros de FloresDegradadosUsados como depósitos improvisados de lixo pelos transeuntes.

O Impacto do Turismo e o Declínio nos Padrões de Limpeza

A análise local aponta que, embora as equipes de limpeza tenham trabalhado arduamente (evidenciado pelos montes de sacos de lixo aguardando coleta), os padrões parecem ter caído. O fluxo esmagador de visitantes estrangeiros sobrecarregou o sistema de manutenção da cidade.

Sobrecarga das Equipes: Os funcionários de limpeza estiveram sob pressão máxima para lidar com volumes de descarte muito superiores aos de anos anteriores em janelas de tempo cada vez menores.

Ainda assim, os funcionários da limpeza fizeram um trabalho exemplar, a julgar pelas pilhas de sacos de lixo que aguardavam coleta na beira da estrada.

Falta de Conscientização: Muitos itens pequenos de lixo foram deixados para trás, criando um impacto visual negativo em áreas que costumavam ser impecáveis.

A vida seguia, apesar do lixo espalhado pelas calçadas.

Conclusão: Shibuya em 2026 é um lembrete de que a gestão do turismo de massa exige mais do que apenas controle policial; exige uma estratégia de infraestrutura para resíduos que acompanhe a escala global que o bairro atingiu.

Algumas áreas da cidade pareciam mais limpas do que outras, dando-lhe esperança de que algumas pessoas ainda se importassem com a região onde ele mora.

Imagens via SoraNews