Após sismo de magnitude 6,4, região registra mais de 30 tremores secundários; especialistas não descartam abalos ainda mais fortes nos próximos dias.
A terra continua a tremer no oeste do Japão após o forte terremoto de magnitude 6,4 que atingiu a região na última terça-feira. Desde o abalo inicial, ocorrido às 10h18 com epicentro no leste da província de Shimane, a estabilidade da área tem sido testada por uma sequência ininterrupta de réplicas. Até a manhã de quarta-feira, foram contabilizados 32 tremores de intensidade perceptível, incluindo um sismo de intensidade 5 fraco na cidade de Yasugi apenas dez minutos após o evento principal. Cidades como Matsue, Yasugi e Sakaiminato, que experimentaram o nível 5 forte na escala japonesa, permanecem sob monitoramento rigoroso.
A Agência de Meteorologia do Japão (JMA) emitiu um aviso contundente, lembrando que o histórico sísmico da região mostra casos em que um terremoto inicial foi seguido por abalos de escala similar ou até mais destrutivos. Por essa razão, a recomendação é que a população permaneça em alerta máximo por pelo menos uma semana. Especialistas reforçam que a natureza superficial desses tremores pode resultar em movimentos violentos do solo sem aviso prévio, tornando a preparação imediata uma questão de segurança nacional.

Diante da incerteza, as autoridades pedem que os moradores aproveitem o momento de relativa calma para reforçar a fixação de móveis que possam tombar e garantir que os kits de emergência contenham suprimentos suficientes para as necessidades diárias. O foco agora é a resiliência e a precaução, visando mitigar danos caso a atividade sísmica na zona de Shimane e Tottori se intensifique nos próximos dias.
Com informações via NHK World
