Operadora do shinkansen cria método para reaproveitar vagões e reduzir emissão de CO₂
Uma operadora japonesa de trens-bala está ampliando seus esforços para reciclar vagões antigos do shinkansen por meio de um método patenteado que permite extrair ligas de alumínio de alta pureza. A iniciativa busca reduzir o impacto ambiental e reaproveitar materiais de forma mais eficiente.
A Central Japan Railway Co., responsável pela linha Tokaido Shinkansen, que liga Tóquio a Osaka, passou a utilizar o alumínio reciclado em diversas aplicações. O material é usado tanto na fabricação de novos vagões de trem quanto em produtos como tacos de beisebol e utensílios domésticos.
Conhecida como JR Central, a empresa afirma que o processo reduz significativamente a emissão de dióxido de carbono em comparação com a produção de alumínio novo, contribuindo para a proteção do meio ambiente.
Antes, os vagões aposentados do shinkansen eram usados principalmente como desoxidantes na produção de aço. Isso ocorria porque a remoção de tinta, isolamento térmico e adesivos era considerada difícil e cara.
Uma subsidiária imobiliária da JR Central, em Tóquio, tentou remover esses resíduos a partir de 2018, mas enfrentou problemas técnicos e altos custos, o que impediu o avanço do projeto.
A situação mudou em 2020, quando a empresa obteve uma patente para um método que utiliza trituradores e outros equipamentos para transformar os vagões antigos em pequenos fragmentos. Esse processo permite extrair alumínio com poucas impurezas.
Segundo a JR Central, a reciclagem de alumínio pode reduzir as emissões de CO₂ em até 97% em relação à produção do material novo, o que equivale a cerca de 9 toneladas de dióxido de carbono a menos por tonelada de alumínio.
Desde então, o material reciclado vem sendo utilizado na construção de novos trens-bala, estações ferroviárias, hotéis, apartamentos e outros produtos, como colheres.
“Nosso objetivo é contribuir para a proteção ambiental, acelerando os esforços em direção à neutralidade de carbono e à circulação de recursos”, afirmou Naoya Nobayashi, funcionário da JR Central.
