Premiê Sanae Takaichi avalia eleições antecipadas no Japão 2026 em fevereiro para aproveitar alta popularidade antes de debates sobre economia e Taiwan.
A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, está preparando uma manobra política ousada que pode levar o país às urnas muito antes do esperado. Segundo fontes do alto escalão do governo, Takaichi planeja dissolver a Câmara Baixa (Câmara dos Representantes) no dia 23 de janeiro, logo na abertura da sessão ordinária da Dieta, visando convocar eleições antecipadas no Japão 2026 para o mês de fevereiro.
A decisão final deverá ser tomada após uma agenda diplomática intensa nesta semana. Takaichi se encontrará com o presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, em Nara (13 de janeiro) e com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, em Tóquio (16 de janeiro). O objetivo é consolidar sua imagem como líder global antes de enfrentar o veredito popular.
O Calendário Provável da Eleição
O Ministério de Assuntos Internos já enviou um memorando às comissões eleitorais provinciais com duas datas possíveis para o pleito:
| Evento | Opção A | Opção B |
| Início da Campanha | 27 de janeiro | 3 de fevereiro |
| Dia da Eleição | 8 de fevereiro | 15 de fevereiro |
Por que antecipar as eleições agora?
A estratégia de Takaichi é puramente tática: aproveitar os atuais altos índices de aprovação antes que o cenário econômico ou as tensões diplomáticas com a China desgastem seu governo. Existem três riscos principais que a PM quer evitar:
- Críticas Econômicas: A oposição promete atacá-la durante os debates do orçamento de 2026 devido à alta nos preços ao consumidor.
- Tensão com a China: Comentários recentes de Takaichi sobre a prontidão militar do Japão em relação a Taiwan azedaram as relações com Pequim, o que pode impactar sua popularidade a longo prazo.
- Vácuo Político: A oposição, liderada por Yoshihiko Noda (CDP), critica a manobra, afirmando que uma eleição agora impediria a aprovação do orçamento necessário para combater a inflação até março.
O Novo Tabuleiro Político: Sem o Komeito
Um fator crucial para estas eleições antecipadas no Japão 2026 é o fim da longa coalizão entre o Partido Liberal Democrata (LDP) e o Komeito. O partido budista rompeu a aliança após Takaichi assumir a liderança do LDP, e agora coordena esforços com a oposição (CDP) para lançar candidatos únicos contra o governo.
Por outro lado, Takaichi parece ter o apoio de Hirofumi Yoshimura, líder do Nippon Ishin (Partido da Inovação do Japão), que indicou que seu partido já está preparado para o embate nas urnas.
“Não há lógica ou princípio para uma dissolução agora. O governo diz que quer combater a inflação, mas cria um vácuo político justamente quando precisamos do orçamento aprovado.” — Yoshihiko Noda, líder da oposição.
Contexto e Atualizações
De acordo com análises recentes de portais como The Japan Times e Nikkei Asia, a popularidade de Takaichi ainda se sustenta em sua postura firme de segurança nacional, mas a fragmentação da base aliada (LDP-Komeito) torna o resultado nos distritos de assento único uma incógnita perigosa. Especialistas sugerem que, se o LDP não conquistar uma maioria absoluta sem o Komeito, o governo Takaichi poderá enfrentar uma paralisia legislativa ainda em 2026.
Com informações via Asahi Shimbun
