Gigante japonesa une forças: Parceria Sony e TCL define o futuro da linha de televisores Bravia

Sony transfere controle de TVs para joint venture em busca de competitividade. A parceria Sony e TCL manterá a marca Bravia no mercado global.

A Sony Corp. anunciou nesta terça-feira (20) um movimento estratégico que redefine sua presença no mercado global de eletrônicos. A gigante japonesa assinou um acordo básico para transferir seu braço de televisores e dispositivos de áudio para uma nova joint venture a ser criada em conjunto com a chinesa TCL Electronics Holdings Ltd.

A essência da parceria Sony e TCL é unir o prestígio tecnológico e o valor de marca da linha japonesa à alta competitividade de custos e escala de produção da fabricante chinesa. “O objetivo é impulsionar o negócio de TVs combinando o poder da nossa marca com a competitividade de custos da TCL” disse a Sony Corp. em comunicado sobre a decisão.

Estrutura e Operação do Novo Negócio

Sob os termos do acordo, a unidade de “entretenimento doméstico” da Sony será desmembrada e transferida para a nova empresa conjunta. A divisão acionária será de 51% para a TCL e 49% para a Sony, garantindo à empresa chinesa o controle majoritário da operação.

Apesar da mudança na gestão, a identidade dos produtos permanece intacta: as marcas “Sony” e “Bravia” continuarão sendo utilizadas e estampadas nos aparelhos. A nova organização ficará responsável por todas as etapas da cadeia produtiva, incluindo:

  • Desenvolvimento e Design: Mantendo o padrão de imagem e som da engenharia japonesa.
  • Produção e Escala: Aproveitando a infraestrutura industrial da TCL.
  • Vendas e Pós-venda: Unificando a rede de distribuição global.

Perspectivas para 2027

A expectativa é que a joint venture inicie suas atividades oficialmente em abril de 2027, dependendo da aprovação das autoridades regulatórias de cada mercado. Para a Sony, o movimento permite focar em áreas de maior valor agregado, como sensores de imagem e jogos, enquanto mantém sua presença nas salas de estar através de um modelo de negócio mais enxuto e lucrativo.

O ponto central desta movimentação é o equilíbrio entre a tradição de qualidade japonesa e a necessidade de eficiência em um mercado de hardware extremamente saturado.

Com informações via JIJI Press