Alertas de terremoto no Japão podem atrasar até 12 segundos durante manutenção

Trabalhos em sistema submarino começam em fevereiro e afetam região central do país

A Agência Meteorológica do Japão informou nesta terça-feira que os alertas de emergência para terremotos na costa do Pacífico do centro do país poderão sofrer atrasos de até 12 segundos a partir do dia 9 de fevereiro. O atraso ocorrerá devido a trabalhos de manutenção no sistema de monitoramento.

Embora a manutenção esteja prevista para ser concluída em cerca de um mês, a normalização total do serviço pode levar mais tempo. Isso acontece por causa dos processos de verificação e garantia da qualidade dos dados após o fim dos trabalhos.

O sistema afetado está instalado no fundo do mar na região de Tokai, que inclui as cidades de Shizuoka e Aichi. Ele é usado para monitorar grandes terremotos que podem ocorrer próximos à Fossa de Nankai, uma área considerada de alto risco sísmico no Japão.

A Fossa de Nankai se estende da Baía de Suruga, em Shizuoka, até o mar de Hyuganada, em Miyazaki, na ilha de Kyushu.

Durante a manutenção, será necessário substituir equipamentos em terra, o que impedirá temporariamente o acesso aos dados coletados pelos sensores submarinos de terremoto. Os dados enviados pelos sensores de tsunami também ficarão indisponíveis nesse período.

Apesar disso, a Agência Meteorológica afirmou que o tempo e o conteúdo dos primeiros alertas de tsunami não serão alterados, garantindo que a população continue recebendo avisos iniciais em caso de risco.

O sistema de observação é conectado por cabos a uma estação terrestre na cidade de Omaezaki, em Shizuoka, e inclui cinco sensores de terremoto e três sensores de tsunami, alcançando uma área marítima próxima de Mie.