Antigo campeão Terunofuji admite ato de violência contra Hakunofuji e diz que aguarda punição
O ex-yokozuna Terunofuji, atualmente conhecido como mestre de estábulo Isegahama, revelou nesta sexta-feira que está sendo questionado pela Japan Sumo Association (Associação Japonesa de Sumô) por um caso de violência contra um lutador.
Em conversa com jornalistas, Isegahama, que se aposentou em janeiro do ano passado e assumiu o maior estábulo do Japão em número de atletas, admitiu ter cometido agressão contra o maegashira Hakunofuji. Ele afirmou que comunicou o caso à própria associação.
“Cometi um ato irresponsável. Informei a associação e estou aguardando punição”, declarou em Osaka, cidade que sediará o Torneio de Primavera de Sumô no próximo mês.
De acordo com fontes próximas ao caso, a associação interrogou Isegahama na terça-feira, mesma data em que foram divulgadas as classificações para o torneio de 8 a 22 de março. Além dele, também prestaram esclarecimentos Hakunofuji e Nishikifuji, que teria conhecimento do ocorrido.
O comitê de conformidade da associação deve conduzir uma investigação detalhada e preparar um relatório oficial para a entidade.
Nascido na Mongólia, Terunofuji, de 34 anos, conquistou 10 títulos na principal divisão do sumô, a makuuchi. Atualmente, ele lidera um estábulo com 31 lutadores, incluindo sete sekitori — atletas das duas principais divisões do esporte.
Hakunofuji, de 22 anos, é considerado uma promessa do sumô. Em janeiro, ele derrotou um yokozuna pelo quarto torneio consecutivo. O jovem ingressou no estábulo Isegahama em 2024, após o fechamento do estábulo Miyagino, que era comandado pelo ex-yokozuna Hakuho.
Hakuho, recordista com 45 Copas do Imperador, decidiu fechar seu estábulo e deixar a associação depois que veio à tona que um de seus pupilos havia agredido lutadores mais jovens.
Casos de violência no sumô se tornaram mais raros nos últimos anos, após uma série de escândalos que levaram a regras mais rígidas e maior fiscalização dentro da modalidade no Japão.
