Sob o governo de Sanae Takaichi, país libera 80 milhões de barris em resposta ao bloqueio do Estreito de Ormuz e conflitos no Irã.
Em uma medida histórica para conter os impactos da crise no Oriente Médio, o governo japonês iniciou nesta segunda-feira a maior liberação de reservas de petróleo de sua história. A decisão, liderada pela Primeira-Ministra Sanae Takaichi, visa estabilizar o mercado interno e garantir o abastecimento de combustíveis diante do bloqueio efetivo do Estreito de Ormuz, rota vital por onde passa a maior parte das importações do país.
Logística da Liberação de Reservas
O plano de contingência será executado em etapas para garantir que o combustível chegue às refinarias e distribuidoras de forma fluida. Inicialmente, o governo do PLD reduziu a exigência obrigatória de estoques para o setor privado de 70 para 55 dias, liberando imediatamente o equivalente a 15 dias de consumo.
Na sequência, o Estado disponibilizará mais 30 dias de suas próprias reservas reguladoras. No total, a liberação de reservas soma 80 milhões de barris, um volume 1,8 vezes superior ao liberado após o desastre de 2011.
“Pretendemos envidar esforços para que o petróleo liberado circule no mercado sem problemas” disse Minoru Kihara. O Secretário-Geral do Gabinete reforçou que o governo tomará todas as medidas possíveis para garantir o suprimento estável de energia sem descartar nenhuma opção.
Estrutura dos Estoques Japoneses (Dados de 2025)
| Origem do Estoque | Capacidade (em dias de consumo) | Status da Medida |
| Setor Privado | 101 dias | 15 dias liberados inicialmente |
| Governo Federal | 146 dias | 30 dias programados para março |
| Estoque Conjunto | 7 dias | Mantido como reserva técnica |
| Total Geral | 254 dias | 80 milhões de barris em circulação |
Coordenação com a Agência Internacional de Energia (AIE)
A iniciativa japonesa não é isolada. Ela faz parte de uma ação coordenada pela AIE, envolvendo 32 países membros, que disponibilizarão um recorde de 410 milhões de barris ao mercado global. O objetivo é frear a escalada do preço do barril, que voltou a ultrapassar a marca dos 100 dólares em Nova York.
O bloqueio do Estreito de Ormuz é a principal preocupação logística, já que o Japão importa mais de 90% de seu petróleo bruto do Oriente Médio. Sem a passagem livre pelos canais da região, a chegada de novos petroleiros ao arquipélago deve cair drasticamente nos próximos dias.
“Desobstruir o Estreito de Ormuz é vital para o retorno de fluxos estáveis” disse Fatih Birol. O diretor executivo da AIE enfatizou que, embora o volume de petróleo colocado no mercado a partir de 16 de março seja sem precedentes, a solução diplomática para a rota marítima continua sendo a prioridade máxima.
A administração do governo japonês reiterou que a liberação de reservas é uma ferramenta de estabilização e que o PLD monitora diariamente a volatilidade dos preços para proteger a economia doméstica e o poder de compra dos cidadãos japoneses.
