Espaço renovado em Tóquio aposta em tecnologia e reconstruções históricas para atrair visitantes
O Museu Edo-Tokyo reabriu suas portas no dia 31 de março após cerca de quatro anos de grandes reformas, atraindo longas filas de visitantes interessados em conhecer as novas exposições.
Localizado no distrito de Sumida, na capital japonesa, o museu passou por uma ampla renovação que inclui experiências imersivas e reconstruções históricas detalhadas, permitindo ao público vivenciar a evolução de Tóquio ao longo dos séculos.
Um dos destaques é a recriação em escala real da loja Hattori Tokeiten, com uma torre de relógio de aproximadamente 26 metros de altura. O edifício foi um símbolo do sofisticado bairro de Ginza durante a era Meiji (1868-1912).
Na exposição permanente, projeções nas paredes mostram imagens do céu desde o período Edo (1603-1867) até os dias atuais, com transições que simulam o passar do dia em ciclos de 30 minutos, aumentando a sensação de imersão.
O museu também recriou o portão do parque de diversões Asakusa Hanayashiki, com base em fotos e desenhos antigos. Outro destaque é a reprodução dos Apartamentos Dojunkai Daikanyama, construídos após o Grande Terremoto de Kanto de 1923, com móveis e objetos da época que mostram como era a vida urbana no período.
A seção permanente “Ataques Aéreos e os Cidadãos de Tóquio” reúne materiais sobre a Segunda Guerra Mundial, incluindo documentos oficiais e relatos de sobreviventes do Grande Bombardeio de Tóquio de 1945. Um espaço com vídeos permite assistir aos depoimentos de 198 pessoas que viveram o ataque.
O projeto arquitetônico da renovação foi supervisionado por Shohei Shigematsu. Já na praça do terceiro andar, obras do artista Katsushika Hokusai, como a famosa série “Trinta e seis vistas do Monte Fuji”, são projetadas no teto e nas colunas de um espaço de cerca de 4 mil metros quadrados.
As obras de modernização começaram em abril de 2022 e incluíram melhorias estruturais, além de reforços na isolação térmica e impermeabilização do edifício.
Mesmo com chuva no dia da reabertura, o museu registrou grande movimento. O visitante Shuzo Kawano, de 73 anos, afirmou estar animado: ele disse que espera sentir de perto a atmosfera da era Meiji com as novas instalações.
