Kumamoto estuda instalar câmeras para prevenir bullyings e abusos

O Comitê de Educação da cidade avalia medida inédita para coibir agressões entre alunos e condutas inadequadas de professores.

O Jornal Asahi informou que o Comitê de Educação da cidade de Kumamoto está considerando uma medida: a instalação de câmeras dentro das salas de aula das escolas do ensino fundamental (shougakkou e chuugakkou). O objetivo é prevenir casos de bullying (ijime) e abusos por parte de professores.

A proposta foi apresentada ao superintendente de educação na última sexta, dia 28, pelo Conselho de Administração Educacional da cidade, um grupo formado por especialistas da área.

Por que instalar câmeras nas salas de aula?
O documento entregue ao superintendente destaca que algumas crianças vítimas de bullying desejam que as câmeras sejam instaladas para registrar os incidentes e facilitar a identificação dos agressores. Além disso, a presença das câmeras pode atuar como fator de dissuasão, ajudando a prevenir comportamentos agressivos e abusos dentro do ambiente escolar.

Outro ponto levantado pelo conselho é que a medida pode coibir punições físicas ou condutas inadequadas por parte de professores, além de evitar exigências abusivas de alguns pais sobre os docentes.

Preocupações e desafios da implementação
Apesar dos possíveis benefícios, a iniciativa também levanta preocupações sobre privacidade e o risco de vazamento de imagens não autorizadas. Por isso, o documento sugere que a adoção das câmeras seja feita de forma gradual, começando por escolas-modelo.

Além disso, a recomendação é que seja realizada uma análise detalhada sobre os locais e os períodos em que as câmeras devem operar, garantindo um equilíbrio entre segurança e privacidade.

Medida inédita no Japão
De acordo com a pasta da educação do MEXT, a instalação de câmeras para esse propósito não tem precedentes no país.

O Comitê de Educação de Kumamoto seguirá analisando a viabilidade da medida antes de uma possível implementação. Caso a proposta avance, poderá abrir um novo capítulo na segurança e monitoramento das escolas japonesas.