O salário mínimo nacional subirá para 1.177 ienes por hora a partir de outubro, buscando aliviar os impactos da inflação econômica.
A média do piso para a remuneração por hora no país durante este ano fiscal registrou o segundo maior aumento na história. Após deliberações concluídas nas 47 províncias, o salário mínimo terá uma média nacional ponderada de 1.177 ienes por hora, o que equivale a aproximadamente 8 dólares.
Segundo o Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar, essa nova média representa uma alta de 56 ienes em relação aos 1.121 ienes atuais, configurando um aumento de 5% e superando ligeiramente o parâmetro sugerido pelo governo. Os novos valores deverão entrar em vigor gradualmente entre o primeiro dia de outubro e o dia dois de dezembro, dependendo do calendário de cada província e da aprovação formal nas respectivas secretarias do Trabalho.
Fatores econômicos e a visão dos especialistas
Acredita-se que a correção das disparidades regionais e a alta nos preços das commodities impulsionaram fortemente o reajuste. No entanto, a inflação ainda supera os aumentos salariais, sendo alavancada pela disparada nos preços dos alimentos e pela desvalorização do iene frente a outras moedas. Como resultado, os salários reais ajustados pela inflação registram queda por quatro anos consecutivos desde o ano de 2022.
O professor Yamada Hisashi, da Escola de Pós-Graduação em Administração de Empresas da Universidade Hosei, avalia que a remuneração no país ainda é considerada baixa para os padrões internacionais. “Os salários ainda estão aquém do aumento de preços, sendo necessário aumentar os salários para garantir recursos humanos em meio à escassez de mão de obra”, disse Yamada Hisashi. Ele acrescentou que o governo precisa continuar atuando para convencer os empregadores de que esse é um custo operacional necessário para as empresas.
Disparidades regionais e os maiores valores estaduais
Entre todas as regiões, Tóquio continuará com o maior salário mínimo do país, atingindo 1.280 ienes por hora, o que representa um reajuste de 54 ienes. Na outra ponta, a província de Miyazaki terá o menor piso, fixado em 1.085 ienes por hora. Apesar da disparidade, a diferença entre o maior e o menor valor do país continua diminuindo ano após ano. O menor piso corresponde agora a 84,8% do maior, um índice que apresenta melhora pelo décimo segundo ano consecutivo.
Em províncias com grande concentração demográfica e industrial, os valores também sofreram ajustes significativos:
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Em Aichi, a remuneração passará para 1.195 ienes por hora a partir do início de outubro.
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Em Shizuoka, o piso subirá para 1.154 ienes por hora, com previsão de vigência para meados de outubro.
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Em Mie, o valor alcançará 1.143 ienes por hora no mês de outubro.
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Em Gifu, o pagamento aumentará para 1.121 ienes por hora com início em outubro.
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Em Gunma, a remuneração chegará a 1.120 ienes por hora a partir do dia três de outubro.
Com informações de: Portal de Notícias NHK e Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar do Japão.
