Um acidente ferroviário na Espanha deixou ao menos 68 mortos e dezenas de feridos nesta quarta-feira (28). A colisão ocorreu quando um trem de alta velocidade atingiu outro que estava parado nos trilhos, em Toledo. O governo regional de Castilla-La Mancha confirmou as mortes. Além disso, informou que outras 58 pessoas recebiam atendimento médico em hospitais.
O acidente envolveu dois trens que seguiam de Madri para Sevilha. Uma composição da empresa estatal RENFE atingiu a parte traseira de um trem da empresa privada IRYO. Com o impacto, dois vagões da IRYO e a parte dianteira do trem da RENFE descarrilaram. Segundo as autoridades, 397 passageiros viajavam na composição da RENFE, enquanto 147 estavam no trem da IRYO. Enquanto isso, equipes de resgate procuravam sobreviventes e vítimas entre os destroços.
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O ministro dos Transportes da Espanha, Óscar Puente, afirmou que uma falha no sistema de segurança interrompeu a circulação dos trens em um trecho de 63 quilômetros. De acordo com ele, o centro de controle autorizou a retomada da viagem do trem da RENFE sem restrições de velocidade. Às 8h53, a composição atingiu o trem da IRYO, que continuava parado. No entanto, as autoridades ainda investigam a velocidade do trem e as circunstâncias da autorização.
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, visitou o local e anunciou três dias de luto nacional. Além disso, defendeu medidas para reforçar a segurança ferroviária. O acidente ocorreu cerca de nove meses após outra colisão entre trens das mesmas empresas, em janeiro, no sul do país. Na ocasião, um trem da IRYO descarrilou e atingiu uma composição da RENFE que vinha no sentido contrário, deixando 46 mortos.
Rede ferroviária e investigação
A Espanha tem cerca de 3.900 quilômetros de linhas ferroviárias de alta velocidade, segundo a União Internacional de Ferrovias. O país investiu na expansão da rede ao longo de mais de três décadas e, posteriormente, abriu o setor à concorrência de empresas privadas. Diante do aumento do tráfego, Joan Rodriguez, representante do sindicato dos trabalhadores ferroviários, afirmou à emissora TVE que a manutenção da infraestrutura precisa acompanhar o uso das linhas. As autoridades continuam investigando as causas da colisão.
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