Aichi e outras três províncias atendem aos critérios para abrigar a capital alternativa do Japão em casos de emergência.
O governo japonês estabeleceu os critérios oficiais para criar uma capital alternativa do Japão capaz de assumir o comando administrativo em situações de grandes desastres naturais. De acordo com as novas exigências, a província de Aichi aparece entre as quatro regiões que cumprem todos os requisitos iniciais para apoiar a administração central. Além disso, o projeto busca evitar a paralisação das instituições públicas caso um terremoto de grande escala ou uma erupção vulcânica atinja Tóquio.
Dessa forma, o gabinete da primeira-ministra Sanae Takaichi aprovou a medida no final de outubro para descentralizar funções políticas e econômicas. Nesse sentido, a legislação que autoriza a criação das chamadas capitais secundárias já entrou em vigor em todo o arquipélago. No entanto, as autoridades ressaltam que Tóquio permanece como a capital oficial e nenhuma localidade recebeu a designação definitiva até o momento.
Requisitos técnicos e províncias qualificadas
Para receber o status emergencial, o município candidato deve concentrar ao menos um vírgula dois por cento da população nacional e gerar no mínimo dois vírgula um por cento do Produto Interno Bruto do país. Por isso, a estrutura local precisa abrigar pelo menos quatorze repartições regionais do governo central para assegurar a continuidade dos serviços. Do mesmo modo, a localização geográfica exige uma distância segura dos impactos diretos de catástrofes na região metropolitana da capital ou no Monte Fuji.
Com base nisso, a cidade de Nagoia em Aichi, além de Osaka, Fukuoka e Sapporo em Hokkaido, reúnem as condições técnicas necessárias. Por outro lado, os governos provinciais e as prefeituras dessas áreas ainda precisam alinhar planos conjuntos de gestão antes de formalizar os pedidos. Assim, o modelo aprovado permite que mais de uma localidade divida essas funções estratégicas durante períodos de crise.
Próximas etapas do plano governamental
Paralelamente, as regiões selecionadas poderão receber investimentos diretos em infraestrutura pública e incentivos fiscais para dinamizar a economia local. Em virtude disso, a elaboração do cronograma oficial e das diretrizes de funcionamento continuará em andamento ao longo do próximo ano. Por fim, a definição de uma capital alternativa do Japão fortalece a segurança institucional e prepara o país para responder rapidamente a ocorrências graves.
Siga-nos nas redes sociais: Instagram, Facebook, YouTube e X.
