Incêndios florestais Yamanashi e Kanagawa mobiliza exército e alerta de crise

Forças de Autodefesa e bombeiros combatem incêndios florestais no Japão em Yamanashi e Kanagawa sob ventos fortes que ameaçam áreas urbanas.

O Japão enfrenta uma segunda-feira (12) crítica com o avanço de grandes incêndios florestais no Japão, especialmente nas províncias de Yamanashi e Kanagawa. As chamas, impulsionadas por ventos fortes e persistentes, mobilizaram as Forças de Autodefesa (JSDF) e levaram o governo federal a instalar uma sala de monitoramento de crise no gabinete do primeiro-ministro.

O Cenário Crítico em Yamanashi (Monte Ogi)

O incêndio mais devastador atinge o Monte Ogi, que divide as cidades de Uenohara e Otsuki. O fogo, que começou no dia 8 de janeiro, já consumiu cerca de 105 hectares de floresta.

  • Ameaça Urbana: Em um momento de tensão máxima, as chamas chegaram a apenas 30 metros de casas em vilarejos locais. Graças ao esforço intensivo das equipes, o fogo foi empurrado para cerca de 200 metros de distância, mas o perigo de novos focos permanece alto.
  • Apoio Militar: Dois helicópteros de grande porte das Forças de Autodefesa realizam voos constantes, coletando água em reservatórios próximos e lançando-as sobre as encostas, onde pelo menos três grandes colunas de fumaça branca são visíveis.

Kanagawa e Gunma: Situações Distintas

Enquanto Yamanashi luta para conter o fogo, outras regiões também sofrem os impactos da seca e do vento:

  1. Kanagawa (Monte Tonodake): Em Hadano, o combate ao fogo envolve 70 bombeiros e suporte aéreo. A área atingida é uma popular rota de trilha, o que levou a prefeitura a proibir a entrada de montanhistas por tempo indeterminado. Até o momento, a área queimada é de 1,1 hectare.
  2. Gunma (Kiryu): Uma notícia positiva veio da cidade de Kiryu, onde o incêndio florestal que preocupava a região foi finalmente declarado extinto às 13h desta segunda-feira.

Abaixo, uma reportagem do ANNnewsCH sobre a situação dos incêndios:

Por que os incêndios estão tão difíceis de controlar?

De acordo com a Agência Meteorológica do Japão (JMA), o leste e o norte do país estão sob um alerta contínuo de ventos fortes e baixa umidade. Essas condições criam o cenário perfeito para que pequenas fagulhas se transformem em grandes desastres.

LocalizaçãoÁrea AfetadaStatus
Monte Ogi (Yamanashi)105 HectaresAtivo (Combate intensificado)
Hadano (Kanagawa)1,1 HectareAtivo (Acesso restrito)
Kiryu (Gunma)N/AExtinto

Contexto e Atualizações do Governo

O governo japonês elevou o status de resposta, estabelecendo um Escritório de Ligação de Informações no Centro de Gestão de Crises da Residência Oficial. O objetivo é coordenar o envio de recursos entre prefeituras, já que o terreno montanhoso dificulta o acesso terrestre das viaturas de bombeiros tradicionais.

Fontes meteorológicas atualizadas indicam que a massa de ar seco deve permanecer sobre a ilha principal (Honshu) por mais 48 horas, o que mantém o risco de novos incêndios florestais no Japão em nível “Elevado”.

“O cheiro de madeira queimada chega a entrar na cabine dos helicópteros. É uma corrida contra o tempo antes que o vento mude de direção novamente e leve as chamas para as áreas residenciais.” Relato de repórter da cobertura aérea.

Com informações via Asahi Shimbun
Vídeo via ANNnewsCH no YouTube