Com o PLD liderando, as Eleições no Japão de 8 de fevereiro prometem consolidar Sanae Takaichi e custarão 85,5 bilhões de ienes aos cofres públicos.
As próximas eleições no Japão, marcadas para o dia 8 de fevereiro, desenham um cenário de consolidação para a atual administração. Segundo as pesquisas mais recentes, o PLD, liderado pela primeira-ministra Sanae Takaichi, não apenas mantém a liderança, mas ampliou sua vantagem competitiva, caminhando para uma possível maioria absoluta na Câmara Baixa.
O Domínio do PLD e o Efeito Sanae Takaichi
As sondagens da Kyodo News e do Asahi Shimbun indicam que o PLD conta com cerca de 36,1% das intenções de voto na representação proporcional. Esse crescimento de quase 7 pontos percentuais em relação à semana anterior reflete a confiança do eleitorado no gabinete de Sanae Takaichi, que ostenta uma taxa de aprovação entre 57% e 63,6%.
Diferente do cenário de 2024, onde o partido perdeu a maioria sob outra liderança, a atual gestão parece ter unido a base conservadora e atraído eleitores indecisos. “Temos que deixar o povo decidir se Sanae Takaichi está apta para ser primeira-ministra” disse Sanae Takaichi ao justificar a dissolução da Câmara para buscar um mandato renovado.

A Fragmentação da Oposição e Novas Alianças
Enquanto o bloco governista se fortalece, a oposição enfrenta dificuldades. A Aliança de Reforma Centrista (Chudo), uma fusão entre o Partido Democrático Constitucional e o Komeito, luta para manter metade das suas 167 cadeiras pré-eleitorais. A falta de entusiasmo é evidente: 71% dos eleitores afirmam não esperar muito dessa nova coalizão.
Em contrapartida, partidos menores e grupos focados em inovação, como o Team Mirai e o populista Sanseito, mostram sinais de avanço. O Team Mirai, que defende reformas tecnológicas no sistema político, busca garantir sua primeira representação significativa.
Projeções e Apoio Partidário (Representação Proporcional):
| Partido / Grupo | Intenção de Voto (%) | Situação Atual |
| PLD | 36,1% | Liderança isolada e em crescimento |
| Aliança Centrista (Chudo) | 13,9% | Dificuldade em unir bases |
| Partido Democrático para o Povo (DPP) | 5,7% | Estabilidade nas cadeiras atuais |
| Sanseito | 5,6% | Forte apelo “Japan First” |
| Nippon Ishin (Inovação) | 5,4% | Focado no reduto de Osaka |
| Team Mirai | 4,4% | Busca breakthrough tecnológico |
O Custo Econômico do Voto
Além das disputas políticas, o custo financeiro das eleições no Japão é um ponto de reflexão para os contribuintes. O governo japonês reservou aproximadamente 85,5 bilhões de ienes (cerca de 551 milhões de dólares) para a realização do pleito. Isso equivale a cerca de 826 ienes por eleitor registrado.
Para colocar em perspectiva, o valor gasto por cada voto poderia comprar quatro hambúrgueres populares ou um livro de bolso no mercado japonês. “Quantificar o dinheiro e o trabalho dedicados a elas pode nos levar a reconsiderar o que as eleições significam e o valor das palavras de nossos líderes políticos” disse Tatsuhiro Yamamoto.
Prioridades do Eleitorado: Economia em Primeiro Lugar
O tema central que move os eleitores nestas eleições no Japão é o custo de vida. Com a inflação superando os reajustes salariais, 53,6% dos cidadãos apontam as medidas econômicas como o fator decisivo para o voto. O debate sobre a redução ou abolição do imposto sobre consumo em alimentos divide opiniões, mas é a principal promessa nas plataformas do PLD e da oposição.
A segurança nacional e o bem-estar social, incluindo pensões, completam o pódio das preocupações públicas. Com o governo de Sanae Takaichi buscando uma maioria de dois terços, o que permitiria aprovar legislações ignorando a Câmara Alta, o resultado de 8 de fevereiro será determinante para a estabilidade fiscal e as reformas estruturais do país.
