Governo eleva alerta para nível 3 e organiza voos fretados após fechamento de aeroportos devido à crise no Estreito de Ormuz.
A Associação Japonesa de Armadores confirmou que 44 embarcações vinculadas ao Japão estão atualmente no Golfo Pérsico, com outras quatro posicionadas no Golfo de Omã, nas proximidades do Estreito de Ormuz. Os navios transportam cargas estratégicas, incluindo gás natural liquefeito (GNL), automóveis e contêineres.
A principal prioridade da entidade é a segurança de 24 tripulantes de nacionalidade japonesa. Em reunião de emergência realizada nesta quarta-feira (04), a força-tarefa da associação discutiu os riscos de interrupção prolongada da navegação. O presidente da organização, Nagasawa Hitoshi, alertou para problemas iminentes de suprimento de água e comida caso as embarcações permaneçam retidas em alto-mar. Até o momento, não há registros de danos físicos aos navios comerciais.
Protocolo de Evacuação de Civis
O governo liderado pela Primeira-Ministra Sanae Takaichi anunciou, em 5 de março, a implementação de um plano de retirada para cidadãos japoneses retidos no Oriente Médio. A medida responde ao fechamento de aeroportos provocado pela escalada militar entre Estados Unidos, Israel e Irã.
O plano operacional do PLD estabelece:
- Transporte Terrestre: Deslocamento de civis a partir do Kuwait, Bahrein, Catar e Emirados Árabes Unidos.
- Pontos de Extração: Concentração de passageiros em Riade (Arábia Saudita) e Mascate (Omã), onde os terminais aeroportuários permanecem operacionais.
- Repatriação: Utilização de voos fretados organizados pelo Estado para o retorno ao Japão.
Elevação do Alerta de Viagem
O Ministério dos Negócios Estrangeiros elevou o alerta de viagem para o Nível 3 (segundo mais alto) em seis regiões: Kuwait, leste da Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos e Omã. A recomendação oficial é a suspensão de viagens não essenciais.
A decisão reflete a crescente instabilidade na região do Estreito de Ormuz, especialmente em locais que abrigam bases militares americanas, alvos potenciais de retaliação. A ansiedade entre os residentes japoneses aumentou desde o início das hostilidades em 28 de fevereiro, pressionando o gabinete de Sanae Takaichi por medidas de proteção imediatas.
Com informações via NHK World e Asahi Shimbun
