Pesquisa revela queda no apoio à uma possível imperatriz no Japão, enquanto Sanae Takaichi e o PLD priorizam linhagem masculina na Sucessão Imperial.
Os dados da pesquisa do Mainichi Shimbun apontam que apenas 47% dos 465 candidatos eleitos para a câmara baixa são favoráveis a uma imperatriz reinante, enquanto 34% se posicionam de forma contrária. Este cenário representa um recuo acentuado em comparação à legislatura de 2024, quando 63% dos vencedores apoiavam a medida. O fortalecimento do PLD, sob a liderança de Sanae Takaichi, que garantiu mais de dois terços das cadeiras, é o principal fator para essa alteração ideológica.
Atualmente, a Lei da Casa Imperial restringe a Sucessão Imperial apenas a descendentes do sexo masculino na linha masculina. Durante uma sessão do comitê de orçamento em 27 de fevereiro, a Primeira-Ministra reforçou seu alinhamento com as alas conservadoras do partido.
“Pretendo respeitar a sucessão imperial por homens da linhagem masculina” disse Sanae Takaichi.
Divergência entre Políticos e Opinião Pública
A resistência parlamentar caminha em direção oposta ao sentimento da população. Em maio de 2025, uma pesquisa de opinião pública indicou que 70% dos japoneses são favoráveis a uma mulher no trono, com apenas 6% de oposição. A urgência do debate deve-se ao fato de existir apenas um membro masculino na geração seguinte ao Imperador Naruhito: o Príncipe Hisahito, de 19 anos.
No parlamento, o apoio à Sucessão Imperial por linhagem feminina (quando o parentesco imperial vem apenas do lado materno) é quase inexistente. No PLD, apenas 1% dos vencedores aceita essa possibilidade. Já entre os parceiros de coalizão e oposição, as opiniões variam:
- Nippon Ishin (PLD Junior): 72% dos eleitos são contra uma imperatriz.
- Partido Democrático do Povo: 86% aceitam uma mulher no trono, mas rejeitam a linhagem feminina.
- Aliança Reformista Centrista (CRA): A maioria dos eleitos, vinculados ao Komeito, preferiu não responder.
Propostas para a Reforma da Lei
As discussões na Dieta para garantir a continuidade da Sucessão Imperial e o número de membros da Família Imperial concentram-se em duas propostas principais de emenda à lei:
- Permanência de Mulheres: Permitir que integrantes femininas da família, como a Princesa Aiko (24 anos), permaneçam com status imperial mesmo após o casamento.
- Adoção de Ramos Extintos: Permitir que homens de linhagem masculina vindos de ramos da família que se tornaram cidadãos comuns após a Segunda Guerra Mundial sejam adotados de volta à realeza.
A pesquisa do Mainichi revelou que o cenário de preferência entre os legisladores se inverteu. Enquanto no passado a primeira proposta tinha mais simpatia, agora 69% dos eleitos apoiam o segundo plano, que é a prioridade da plataforma eleitoral do PLD de Sanae Takaichi. O Partido Democrático Constitucional (CDP) solicitou que o governo confirme se esses descendentes distantes possuem o desejo real de assumir funções imperiais, mas o gabinete tem evitado dar uma resposta clara sobre o tema.
Com informações via Mainichi Shimbun
