Ministério da Agricultura quer recomprar 150 mil toneladas para fortalecer o Estoque de arroz nacional após a crise de abastecimento de 2025.
O Ministério da Agricultura traçou um plano estratégico para o ano fiscal de 2026, visando a recompra de até 150 mil toneladas métricas de grãos. A iniciativa faz parte de um esforço da administração do governo japonês para restaurar as reservas nacionais que foram utilizadas emergencialmente durante o período de escassez severa enfrentado no ano anterior.
Recuperação das Reservas Estratégicas
Atualmente, o nível do estoque de arroz mantido pelo governo está em 320 mil toneladas, um volume significativamente inferior ao patamar ideal de 1 milhão de toneladas. O sistema de armazenamento é considerado vital para o país, servindo como um colchão de proteção contra desastres naturais e quebras de safra inesperadas.
A recompra das 590 mil toneladas totais liberadas durante o período de crise será realizada em etapas ao longo dos próximos anos. Os custos para o início dessa recomposição já foram devidamente incluídos no orçamento governamental para o próximo ciclo fiscal.
“Acreditamos que a recompra do cereal que liberamos não irá perturbar a oferta do mercado” disse o Ministério da Agricultura, Florestas e Pescas.
Equilíbrio entre Oferta e Demanda
A decisão de iniciar a recomposição do estoque de arroz baseia-se em projeções otimistas para o setor privado. Estima-se que, até o final de 2027, as reservas nas mãos de empresas e produtores superem recordes históricos, ultrapassando a marca de 2 milhões de toneladas. Esse excedente permite que o Estado atue como comprador sem gerar uma pressão inflacionária imediata nos preços para o consumidor final.
Paralelamente à recompra emergencial, o ministério retomou as aquisições regulares junto aos produtores, somando mais 210 mil toneladas. Embora o objetivo central seja fortalecer a segurança nacional, as autoridades mantêm vigilância para que a retirada de grãos do mercado não provoque um aumento de custos que gere insatisfação social. A prioridade máxima do governo é garantir que o estoque de arroz cumpra sua função de buffer sem comprometer o acesso da população ao alimento básico.
Com informações via Mainichi Shimbun
