Modalidade fica fora da Olimpíada nos Alpes Franceses, enquanto novas provas são incluídas e comitê flexibiliza regras para atletas russos
O Comitê Olímpico Internacional (COI) decidiu retirar o combinado nórdico do programa dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2030, que serão realizados nos Alpes Franceses. A decisão foi tomada durante uma reunião online da Diretoria Executiva da entidade e recebeu críticas da Federação Internacional de Esqui e Snowboard (FIS).
A FIS classificou a medida como a retirada de uma modalidade histórica dos Jogos. O combinado nórdico, que reúne salto de esqui e esqui cross-country, faz parte da Olimpíada de Inverno desde a primeira edição, realizada em Chamonix, na França, em 1924.
O Japão é um dos países com tradição na modalidade. A seleção japonesa conquistou medalhas de ouro por equipes nos Jogos de Albertville, em 1992, e Lillehammer, em 1994, com destaque para Kenji Ogiwara. Mais recentemente, Akito Watabe conquistou quatro medalhas olímpicas entre as edições de Sochi 2014 e Pequim 2022.
Segundo o COI, a exclusão ocorreu devido ao alcance limitado da modalidade no cenário mundial, à baixa popularidade e à ausência de uma competição feminina no programa olímpico.
O presidente da FIS, Alexander Ospelt, contestou a decisão. Em nota, ele afirmou que o combinado nórdico vem registrando crescimento nos últimos anos, com aumento da participação internacional, principalmente entre as mulheres. O dirigente disse que a medida representa um duro golpe para a entidade e para as federações nacionais de esqui.
Além da exclusão do combinado nórdico, o COI confirmou que manterá o snowboard paralelo de slalom gigante no programa de 2030, modalidade que também corria risco de ser retirada.
A entidade também anunciou a estreia de novas disputas nos Jogos de Inverno de 2030. A patinação artística sincronizada, o esqui freeride e o snowboard freeride passarão a integrar o programa olímpico pela primeira vez.
Outra decisão importante foi a flexibilização das recomendações sobre a participação de atletas russos em competições internacionais. O COI retirou a orientação que limitava os russos a competirem apenas como atletas neutros, abrindo caminho para um possível retorno da Rússia às competições sob sua bandeira e hino antes dos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.
O Comitê Olímpico Internacional também restabeleceu provisoriamente a filiação do Comitê Olímpico Russo, que estava suspenso devido à invasão da Ucrânia.
Apesar da mudança, o COI ressaltou que a decisão final sobre a participação dos atletas russos continuará sendo responsabilidade de cada federação esportiva internacional. Além disso, os competidores que retornarem deverão cumprir protocolos reforçados de controle antidoping.
