O teqball estreou nos Jogos Asiáticos de Aichi-Nagoya e já chamou a atenção do público no Japão. Na disputa de duplas mistas, Akinori Wase e Yuina Sakamoto ficaram com a medalha de prata após perderem para a dupla tailandesa Dejaroen Phakpong e Wongkhamchan Suphawadi por 12 a 4 e 12 a 5. Apesar da derrota, a nova modalidade, que combina elementos do futebol e do tênis de mesa, conquistou os espectadores.
Teqball ganha destaque na estreia
Durante as partidas, os atletas precisam usar os pés, coxas, cabeça e peito para mandar a bola para o outro lado da mesa. Ao contrário do futebol tradicional, porém, os jogadores não podem tocar na bola com as mãos ou os braços. Além disso, a mesa tem uma superfície curva nas extremidades e uma rede transparente e rígida no centro.
Na final, a dupla da Tailândia dominou as disputas e conseguiu controlar os ralis. Em seguida, Dejaroen encerrou o jogo com uma das várias jogadas acrobáticas apresentadas ao longo da competição. “A Tailândia está em outro nível. Ouço que todas as equipes do mundo enfrentam uma situação parecida com a nossa hoje”, afirmou Wase, de 41 anos, que possui experiência no futebol freestyle. “É como se existisse a Tailândia e todos os outros tentando alcançá-la.”
Japão busca ampliar o teqball
A Tailândia confirmou sua força e também conquistou as medalhas de ouro nas duplas masculina e feminina. Por outro lado, Sakamoto, de 30 anos, já havia conquistado o bronze no torneio individual feminino no mesmo dia. Ainda assim, a ex-jogadora de futebol, que teve experiência na Alemanha, afirmou que pretende usar o resultado para continuar divulgando a modalidade no Japão.
O interesse pelo teqball ficou evidente no Nagoya City Higashi Sports Center, onde a entrada era gratuita e muitos torcedores permaneceram de pé para acompanhar as partidas. Além disso, a presença do ex-jogador espanhol Carles Puyol, campeão da Copa do Mundo de 2010, aumentou a movimentação no local. Wase, que também preside a Federação Japonesa de Teqball, trabalhou para incluir a modalidade nos Jogos e espera que a estreia ajude a ampliar seu futuro no país.
Após saber, em dezembro de 2025, que o teqball poderia entrar no programa dos Jogos Asiáticos, Wase passou a procurar um local adequado e a buscar apoio para a competição. Atualmente, a associação japonesa possui 11 integrantes, mas apenas Wase trabalha em tempo integral. “Eu já disputei muitas partidas internacionais no exterior, mas tive relativamente pouco apoio. No primeiro torneio em casa, a torcida me deu uma força enorme”, afirmou o atleta.
Siga-nos nas redes sociais: Instagram, Facebook, YouTube e X.
