O Japão entra no período de maior risco de ataques de ursos com a proximidade da hibernação, exigindo reforço nas ações preventivas.
O Japão entrou no mês de outubro, período considerado a temporada de maior perigo para o aparecimento e ataques de ursos no país. De acordo com dados do Ministério do Meio Ambiente, os animais ficam significativamente mais ativos antes de entrarem em hibernação. Dessa forma, este mês concentrou mais da metade das mortes e mais de trinta por cento dos avistamentos do último ano fiscal.
Além disso, a preocupação das autoridades aumentou porque os animais começaram a surgir repetidamente em áreas urbanas desde a primavera. Por isso, cidades como Sendai, Utsunomiya e Kobe registraram invasões em prédios e centros comerciais nos últimos meses. Nesse sentido, o total de avistamentos acumulado até julho ficou cerca de quarenta por cento acima do ano anterior.
Medidas preventivas e tecnologia de monitoramento
Por outro lado, governos provinciais aceleraram estratégias para reduzir o risco de encontros perigosos com a população. Na província de Yamagata, equipes realizam a remoção de árvores e vegetação densa próxima a rios, bloqueando caminhos usados pelos animais para descer das montanhas. Da mesma forma, a cidade de Sendai expandiu o uso de câmeras equipadas com inteligência artificial ao longo dos leitos fluviais. Consequentemente, o sistema consegue identificar os animais e enviar alertas em tempo real aos moradores das redondezas.
Oferta de alimentos e cuidados contínuos
Paralelamente, especialistas acreditam que a maior disponibilidade de frutos nas florestas neste outono pode diminuir as incursões urbanas. “Os ursos provavelmente aparecerão menos nas cidades do que no ano passado” disse Shota Mochizuki, professor da Universidade de Fukushima. Ainda assim, o pesquisador alertou que alguns animais já estão acostumados com as áreas habitadas e continuarão se aproximando.
Por fim, as autoridades orientam que os moradores não diminuam os cuidados e continuem utilizando sinos de alerta ao caminhar em locais de risco. Dessa maneira, a população consegue avisar sobre a presença humana e prevenir potenciais ataques de ursos durante a estação.
