Banco Central prevê meta de 2% após 14 anos

Economia

A inflação no Japão deve atingir efetivamente a meta de 2% do Banco do Japão (BOJ), segundo a expectativa para a reunião de política monetária que começa nesta quinta-feira (29). O encontro terá duração de dois dias. Após quase 14 anos da definição do objetivo, o banco central avalia como manter a alta dos preços próxima desse nível.

Além disso, a instituição demonstra preocupação com a possibilidade de a inflação ultrapassar a meta. Por isso, a expectativa é que o BOJ mantenha a taxa básica de juros em cerca de 1,25%, após o aumento decidido na reunião anterior, em setembro.

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O Banco do Japão e o governo estabeleceram a meta de inflação de 2% em janeiro de 2013, por meio de uma declaração conjunta. Na época, a medida buscava acelerar a saída do país da deflação, caracterizada pela queda generalizada dos preços. Para alcançar esse objetivo, o então presidente do banco central, Haruhiko Kuroda, iniciou um amplo programa de flexibilização monetária, com a intenção inicial de atingir a meta em aproximadamente dois anos. No entanto, o prazo foi adiado repetidamente.

Salários e consumo influenciam as perspectivas econômicas

De acordo com economistas, as recentes altas de preços estão relacionadas principalmente a fatores externos, como o aumento dos custos de energia. Nesse cenário, o crescimento contínuo dos salários é considerado essencial para estimular o consumo e criar um ciclo de aumentos na renda e nos preços. Por outro lado, a inflação persistente e os juros mais elevados podem reduzir os gastos de famílias e empresas, prejudicando o crescimento econômico.

O BOJ vem aumentando gradualmente os juros para reduzir as medidas de estímulo monetário adotadas nos últimos anos. Apesar da expectativa de manutenção nesta reunião, os mercados esperam um novo aumento da taxa básica no próximo encontro, marcado para 17 e 18 de dezembro. A decisão poderá indicar os próximos passos da política monetária japonesa diante da evolução dos preços e dos salários.

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