Na quarta-feira (4), a Promotoria Pública pediu 12 anos de prisão pelo incêndio em uma residência de Kiryu, em Gunma.
O caso ocorreu na tarde de 15 de maio de 2025, no bairro Higashi 6-chome. Segundo a denúncia, a brasileira entrou na residência de um conhecido peruano, que estava vazia naquele momento, espalhou querosene no piso da sala e ateou fogo com um isqueiro. As chamas atingiram 14 construções, destruíram três imóveis completamente e danificaram outros 11. Os bombeiros controlaram o incêndio por volta das 19h10, cerca de cinco horas e meia depois. Nenhum morador ficou ferido.
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Promotoria e defesa apresentam argumentos
Nas alegações finais, a Promotoria afirmou que a brasileira direcionou ao conhecido peruano a irritação acumulada por causa das dificuldades financeiras e do relacionamento. Além disso, os promotores questionaram as explicações apresentadas pela ré e pediram 12 anos de prisão. Já a defesa reconheceu a responsabilidade da acusada, mas solicitou uma pena menor. Para sustentar esse pedido, os advogados argumentaram que ela não planejou o incêndio e destacaram que a filha, de 31 anos, pretende ajudá-la após sua saída da prisão.
Durante o julgamento, a filha relatou que a mãe passou a apresentar irritabilidade e crises de choro depois que a família perdeu a própria residência em outro incêndio, cerca de 20 anos atrás. Na ocasião, ela também afirmou que pretende acompanhar a mãe e apoiá-la após o cumprimento da pena.
Polícia também investigou um vietnamita
A polícia prendeu a brasileira em novembro de 2025 junto com um vietnamita de 24 anos. Segundo a acusação, a mulher utilizou o carro desse conhecido para ir ao local, acompanhada de uma terceira pessoa, sob o pretexto de verificar um apartamento. No entanto, o jovem deixou a prisão em dezembro daquele ano. Posteriormente, o Ministério Público decidiu não denunciá-lo por falta de indícios suficientes de participação no crime.
Na primeira audiência, realizada em 26 de outubro, a brasileira reconheceu integralmente a acusação. Agora, o Tribunal Regional de Maebashi anunciará a sentença em 17 de novembro, às 15h (de Tóquio), 3h (de Brasília).
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