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Brasileira lidera abaixo-assinado para manter partos no Hospital Municipal de Kikugawa

Kimie Izumi mobiliza comunidade após anúncio do fim dos serviços de obstetrícia no hospital que atende gestantes estrangeiras em Shizuoka
Luiz Gustavo Pinheiro 04/06/2025

Kimie Izumi mobiliza comunidade após anúncio do fim dos serviços de obstetrícia no hospital que atende gestantes estrangeiras em Shizuoka

A brasileira Kimie Izumi (伊豆味キミエ), de 62 anos, residente na cidade de Kikugawa, província de Shizuoka, iniciou um abaixo-assinado pedindo a manutenção do departamento de obstetrícia e partos do Hospital Geral Municipal de Kikugawa, que anunciou recentemente a suspensão desses serviços.

“Estou chocada”, declarou Kimie, que atua como intérprete e apoiadora da comunidade estrangeira local. A preocupação é com o futuro das mulheres grávidas, especialmente brasileiras, que vinham utilizando o hospital como referência para o pré-natal e o parto.

Desde que a suspensão foi noticiada em março deste ano, Kimie passou a visitar lojas, eventos e pontos de encontro da comunidade brasileira para coletar assinaturas. Com panfletos em português, japonês e inglês, o movimento reuniu cerca de 200 assinaturas até o momento.

Mesmo com a pressão popular, a direção do hospital ainda não voltou atrás na decisão. Kimie, no entanto, afirma que não pretende desistir:

“Me importo com os sentimentos das pessoas que assinaram”, disse ela.

Ela acompanha gestantes brasileiras há cerca de três anos como intérprete no hospital, e conta que muitas ficaram preocupadas e frustradas com a notícia.

“Muitas diziam: ‘Planejava dar à luz nesse hospital’”, relatou.

O Hospital de Kikugawa é uma escolha comum entre mulheres estrangeiras por oferecer custos menores do que clínicas particulares e por ter um histórico de acolhimento a gestantes estrangeiras, o que gera um sentimento de segurança.

A unidade de saúde também atende mulheres grávidas das cidades vizinhas de Makinohara, Omaezaki e Yoshida.

Apesar da importância do hospital para essa população, não há informações claras sobre o que será feito para apoiar as gestantes estrangeiras a partir da suspensão dos serviços. Kimie reforça:

“Espero que as grávidas estrangeiras possam dar à luz com tranquilidade, assim como no passado”.

Tags: Abaixo-Assinado Brasileiros no Japão Japão Kikugawa Parto Shizuoka Sociedade

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