Autoridades alertam para risco de desinformação durante a campanha eleitoral de fevereiro
O governo do Japão pediu nesta sexta-feira que as principais empresas de redes sociais ajam com rapidez para remover informações falsas ou enganosas relacionadas à eleição geral marcada para o dia 8 de fevereiro. Segundo as autoridades, a medida é necessária para garantir um processo eleitoral justo.
O pedido foi feito pelo Ministério de Assuntos Internos e Comunicações com base na Lei da Plataforma de Distribuição de Informações, que entrou em vigor em abril do ano passado. A legislação obriga as empresas de redes sociais a adotarem medidas contra conteúdos ilegais ou prejudiciais na internet, como difamação e notícias falsas.
Em comunicado, o ministro das Comunicações, Yoshimasa Hayashi, afirmou que as plataformas digitais devem “cumprir sua responsabilidade social como prestadoras de serviço”. Ele alertou que a desinformação pode gerar ataques injustos e calúnias contra candidatos.
O ministro também pediu que os eleitores tenham cuidado com o que leem e compartilham nas redes sociais. Segundo ele, é importante verificar as informações antes de aceitá-las como verdadeiras.
A lei determina que grandes plataformas criem canais de contato para receber pedidos de remoção de conteúdos prejudiciais, divulguem critérios claros para exclusão de postagens e tomem decisões rápidas sobre essas solicitações. O texto prevê punições em caso de descumprimento.
Esta será a primeira eleição para a Câmara dos Representantes do Japão desde outubro de 2024. Nesta sexta-feira, a primeira-ministra Sanae Takaichi dissolveu a câmara baixa do Parlamento, convocando uma eleição antecipada. A campanha eleitoral oficial começa na próxima terça-feira.
