Usuários do Line superam 100 milhões no Japão quase 15 anos após lançamento

Aplicativo criado após terremoto de 2011 amplia serviços, aposta em negócios e reforça combate a fraudes

O aplicativo de mensagens Line ultrapassou 100 milhões de usuários no Japão no fim do ano passado, informou a operadora LY Corp.. O serviço foi lançado há quase 15 anos, após o grande terremoto que atingiu o país em 2011.

O aplicativo chegou ao mercado em junho de 2011, poucos meses depois do terremoto de magnitude 9.0 que devastou o nordeste do Japão. Na época, muitas ligações telefônicas não conseguiam ser completadas, o que aumentou a demanda por formas simples de comunicação online.

Inicialmente, o Line oferecia apenas troca de mensagens de texto. A mudança aconteceu em outubro de 2011, com o lançamento dos chamados “stickers”, figuras digitais usadas para expressar emoções em conversas. A novidade ajudou a popularizar rapidamente o aplicativo.

Segundo o diretor corporativo Daisuke Asai, em entrevista à agência Kyodo News no fim de janeiro, os stickers facilitam a expressão de sentimentos e tornaram as conversas mais dinâmicas do que os e-mails, contribuindo para o crescimento da plataforma.

Atualmente, o serviço conta com cerca de 1,3 milhão de contas oficiais administradas por empresas e governos locais. A operadora trabalha para ampliar a conexão entre usuários e negócios, permitindo, por exemplo, a reserva de restaurantes diretamente pelo aplicativo.

O Japão tem cerca de 120 milhões de habitantes, o que mostra que o Line já alcança a maior parte da população do país. Ainda assim, a empresa acredita que há espaço para crescer no uso corporativo. “Queremos tornar a vida diária mais conveniente, incluindo compras e comunicação com governos locais”, afirmou Asai.

Ao mesmo tempo, a empresa enfrenta desafios relacionados à proteção da privacidade dos usuários e ao uso do aplicativo para crimes, como fraudes. Segundo Asai, a companhia colabora com a polícia e criou um sistema para emitir alertas dentro do aplicativo sempre que novos golpes são identificados. A operadora também afirma que está priorizando investimentos em proteção de dados.