Número de vítimas menores de 18 anos cresce pela primeira vez em seis anos; maioria dos casos envolve meninas e colegas da mesma escola
O número de crianças e adolescentes vítimas de crimes após contato em redes sociais aumentou no Japão em 2025. De acordo com a Agência Nacional de Polícia japonesa, foram registrados 1.566 casos envolvendo menores de 18 anos, um aumento de 80 ocorrências em relação a 2024. É a primeira alta registrada em seis anos.
Os dados chamaram atenção das autoridades e reacenderam o debate sobre os riscos que jovens enfrentam ao interagir com desconhecidos na internet.
Aumento entre alunos do ensino fundamental
Entre estudantes do ensino fundamental, o crescimento foi ainda mais significativo. O número de vítimas chegou a 167 crianças, aumento de 31 casos em comparação com o ano anterior. Este é o maior número desde o início da coleta de dados, em 2008.
O total também representa o dobro do registrado quatro anos atrás, quando houve 83 vítimas nessa faixa escolar.
Redes sociais mais usadas nos casos
Segundo o levantamento, as plataformas mais usadas pelas vítimas antes dos crimes foram Instagram, com 36 casos, e TikTok, com 30.
Também foram identificados crimes envolvendo aplicativos populares entre adolescentes, como ZEPETO e Parallel.
As autoridades afirmam que muitos jovens entram em contato com pessoas desconhecidas nessas plataformas, o que pode levar a situações de risco.
Idade e gênero das vítimas
Entre as crianças do ensino fundamental que se tornaram vítimas:
- 57 tinham 12 anos
- 71 tinham 11 anos
- 25 tinham 10 anos
- 7 tinham 9 anos
- 7 tinham 8 anos
A grande maioria das vítimas era do sexo feminino: 160 meninas e apenas 7 meninos.
Tipos de crimes mais comuns
Os crimes mais registrados nesses casos foram:
- 55 casos de agressão indecente
- 45 casos relacionados à pornografia infantil
- 24 casos de estupro ou crimes semelhantes
A polícia japonesa afirma que muitos desses crimes começam com conversas aparentemente comuns nas redes sociais.
Relação entre vítimas e agressores
Outro dado que preocupa as autoridades é a relação entre vítimas e suspeitos. Em 65 casos, o agressor era colega de classe ou estudante da mesma escola, representando cerca de 60% das ocorrências.
Especialistas alertam que o aumento mostra a necessidade de educação digital para crianças e adolescentes, além de maior acompanhamento por parte de pais e escolas no uso das redes sociais.
