Oficial de 60 anos recebeu punição administrativa após anos de comportamento que afetou o ambiente de trabalho
Um chefe de seção da Metropolitan Police Department (MPD), em Tóquio, foi oficialmente repreendido após ser acusado de manter uma atitude constantemente irritada e intimidadora com seus subordinados.
O oficial, um assistente-comissário de 60 anos, recebeu a medida disciplinar em dezembro de 2025 pelo chefe do departamento de assuntos policiais da corporação. A punição ocorreu após uma investigação interna concluir que seu comportamento se enquadrava em um tipo de assédio conhecido como “assédio por mau humor”.
Esse tipo de conduta acontece quando uma pessoa demonstra irritação constante ou atitudes negativas que acabam prejudicando o ambiente de trabalho, mesmo sem uso de violência física ou insultos diretos.
Segundo um alto funcionário da polícia metropolitana, o oficial frequentemente demonstrava insatisfação diante de opiniões de subordinados. Ex-funcionários relataram, por exemplo, que ele ficava irritado quando pessoas em posições inferiores expressavam discordâncias ou opiniões. Também afirmaram que a comunicação era “unilateral”, o que dificultava o diálogo dentro da equipe.
Diversas denúncias internas indicavam que havia alguém sofrendo possível abuso de poder dentro da unidade, o que levou a polícia a iniciar uma investigação formal.
A apuração concluiu que o oficial manteve atitudes negativas e intimidadoras entre setembro de 2021 e setembro de 2025, período em que atuou como chefe de delegacia e também como chefe de seção na sede da corporação. Apesar do impacto no ambiente de trabalho, os investigadores entenderam que as ações não configuraram formalmente assédio de poder.
Uma pessoa próxima ao oficial afirmou que ele costumava negociar até mesmo com subordinados, o que fazia com que muitos precisassem “avaliar o humor dele” antes de qualquer conversa. Segundo a fonte, vários colegas tinham dificuldade de manter relações profissionais com ele.
De acordo com relatos, superiores e colegas já haviam alertado o oficial sobre seu comportamento em outras ocasiões, mas mudanças significativas não ocorreram.
O assistente-comissário deixou o cargo no dia 9 de março. A saída, segundo a polícia, não está relacionada à punição disciplinar e ocorreu porque ele atingiu a idade obrigatória de aposentadoria.
