Sanae Takaichi libera 80 milhões de barris dos Estoques de Petróleo para conter alta da gasolina e compensar bloqueio no Estreito de Ormuz.
A interrupção do tráfego de petroleiros no Estreito de Ormuz e a escalada das tensões no Irã levaram o governo japonês a adotar uma medida histórica para proteger sua economia. Pela primeira vez de forma independente, o Japão iniciará a liberação massiva de seus estoques de Petróleo a partir de 16 de março, visando estabilizar a oferta interna e conter a disparada nos preços dos combustíveis.
O volume anunciado pela administração de Sanae Takaichi totaliza 80 milhões de barris, a maior liberação já registrada pelo país. A estratégia consiste em utilizar o equivalente a 15 dias das reservas do setor privado e um mês dos estoques estatais. A decisão ocorre em paralelo a uma ação coordenada da Agência Internacional de Energia (AIE), que liberará 400 milhões de barris globalmente.
“Os petroleiros permanecem virtualmente incapazes de passar pelo Estreito de Ormuz. Espera-se que as importações de petróleo bruto para o Japão diminuam drasticamente a partir do final deste mês” disse Sanae Takaichi.
Comparativo de Liberação de Reservas (Março 2026)
| Origem da Reserva | Volume (Barris) | Prazo de Início |
| Setor Privado (Japão) | ~15 dias de consumo | 16 de Março |
| Estatal (Japão) | ~30 dias de consumo | Sequencial |
| Total Japão | 80 milhões | Histórico |
| AIE (Global) | 400 milhões | Março |
Mitigação de Preços e Subsídios à Gasolina
Além de injetar os Estoques de Petróleo no mercado, o governo do PLD reativará o programa de subsídios de emergência para evitar que o preço do combustível se torne insustentável para as famílias e empresas. A meta é manter a média nacional da gasolina em 170 ienes (aproximadamente US$ 1,07) por litro.
Sem a intervenção, estimativas indicam que os preços poderiam ultrapassar a barreira dos 200 ienes por litro. A medida também se estenderá ao diesel, óleo pesado e querosene. Os pagamentos aos atacadistas começarão a ser aplicados às remessas a partir de 19 de março, embora o reflexo nas bombas possa levar até duas semanas para ser percebido integralmente pelo consumidor final.
Reação do Mercado e dos Consumidores
A urgência da medida reflete o nervosismo no varejo. Nesta quinta-feira, a Eneos, principal distribuidora do país, implementou um aumento de 26 ienes por litro no preço de atacado. Esse movimento gerou longas filas em postos de combustível por todo o Japão, com motoristas tentando encher os tanques antes do repasse total do reajuste.
Apesar do cenário de incerteza, autoridades pedem calma. “Pedimos aos motoristas que reabasteçam seus veículos normalmente e evitem se preocupar demais com a situação” disse um funcionário do Ministério da Economia, Comércio e Indústria. A confiança da administração de Sanae Takaichi reside no fato de que o Japão possui reservas robustas, e a liberação estratégica desses estoques de Petróleo é suficiente para cobrir a lacuna de importação imediata.
