Detalhes revelam que agressor do Centro Pokémon já havia sido preso três vezes por violar a Lei Anti-Stalking.
As investigações sobre o trágico incidente no Centro Pokémon de Ikebukuro revelaram detalhes alarmantes sobre falhas no sistema de proteção a vítimas de perseguição. O caso, que resultou na morte da funcionária Moe Harukawa, de 21 anos, expôs a trajetória de um agressor que já havia sido detido múltiplas vezes antes do ataque fatal.
O histórico de perseguição e as prisões anteriores
O agressor foi identificado como Taiki Hirokawa, de 26 anos, ex-namorado da vítima. De acordo com o Departamento de Polícia Metropolitana, o casal manteve um relacionamento entre outubro de 2024 e julho de 2025. Após o término, Hirokawa desenvolveu um comportamento obsessivo, alegando em depoimentos anteriores que desejava reatar o namoro.

Moe Harukawa buscou ajuda formal no dia de Natal de 2025, relatando que estava sendo vigiada. Naquela mesma data, a polícia agiu e prendeu Hirokawa em flagrante em frente à residência da jovem. Apesar da intervenção inicial e de uma ordem de restrição subsequente, as medidas não foram suficientes para impedir o desfecho ocorrido em Sunshine City.
| Data | Evento / Medida Legal | Status do Agressor |
| 25 de Dezembro de 2025 | Denúncia de stalking e prisão em flagrante | Detido |
| 15 de Janeiro de 2026 | Nova prisão por filmagem secreta (agosto/2025) | Detido |
| 29 de Janeiro de 2026 | Emissão de ordem de restrição oficial | Sob custódia |
| 30 de Janeiro de 2026 | Indiciamento sumário e liberação | Liberado |
| 26 de Março de 2026 | Ataque fatal no Centro Pokémon Mega Tokyo | Óbito |
A resposta das autoridades e o impacto político
A polícia de Hachioji afirmou ter mantido contato telefônico com Harukawa nos meses que antecederam o crime, sendo o último registro no dia 12 de março, quando ela não relatou anormalidades. “Acreditamos que tomamos as melhores medidas possíveis disponíveis”, disse o chefe da divisão de medidas de segurança pessoal do Departamento de Polícia Metropolitana.

No entanto, a tragédia gerou fortes críticas ao rigor da Lei Anti-Stalking e à decisão de liberar o agressor apenas um mês após a ordem de restrição. No Parlamento, o governo enfrenta pressões para revisar os protocolos de segurança pública. Especialistas apontam que a obsessão silenciosa de stalkers exige um acompanhamento mais invasivo e prolongado, algo que a legislação atual ainda falha em garantir plenamente.
A The Pokémon Company anunciou que o Centro Pokémon Mega Tokyo permanecerá fechado por tempo indeterminado em respeito à vítima e para colaborar com as investigações. O governo deve priorizar um debate sobre o endurecimento das penas para infratores reincidentes no próximo ciclo legislativo.
Com informações via Asahi Shimbun e Voce Sabia Anime
