Alta do petróleo ligada ao conflito no Oriente Médio deve encarecer passagens a partir de junho
As companhias aéreas japonesas ANA Holdings Inc. e Japan Airlines devem aumentar de forma significativa as sobretaxas de combustível em voos internacionais a partir de junho. A medida ocorre devido à alta nos preços do querosene de aviação, impulsionada pelo conflito no Oriente Médio.
O reajuste deve coincidir com a temporada de férias de verão no hemisfério norte, o que levanta preocupações sobre uma possível redução na demanda por viagens internacionais.
As sobretaxas de combustível são cobradas separadamente do valor das passagens e variam conforme o custo do combustível. Para voos com destino à Europa e à América do Norte entre junho e julho, a ANA pretende elevar a taxa para 55 mil ienes (cerca de US$ 346), um aumento de 23.100 ienes em relação ao período anterior. Já a Japan Airlines deve subir a cobrança em 21 mil ienes, chegando a 50 mil ienes.
Em rotas para China e Taiwan, a ANA deve aumentar a sobretaxa em 4.900 ienes, totalizando 14.300 ienes. A Japan Airlines deve elevar em 5 mil ienes, alcançando 12.400 ienes.
Para destinos como Coreia do Sul e Rússia, os valores também devem subir. A ANA planeja cobrar 6.500 ienes, um aumento de 3.200 ienes, enquanto a Japan Airlines deve chegar a 5.900 ienes, com alta de 2.900 ienes. Esses valores representam os níveis mais altos dentro do atual sistema de precificação.
O querosene de aviação é derivado do petróleo bruto, e seu preço mais que dobrou no mercado de Singapura em março, em comparação aos níveis registrados antes do início do conflito no fim de fevereiro.
As sobretaxas são calculadas com base no preço médio do combustível a cada dois meses. Assim, os valores de fevereiro e março são usados como referência para as cobranças aplicadas em junho e julho.
Atualmente, essas taxas não são aplicadas em voos domésticos no Japão. No entanto, a Japan Airlines estuda implementar o sistema também em rotas internas a partir da primavera de 2027, como forma de lidar com o aumento prolongado nos preços do petróleo. A ANA e a Skymark Airlines também avaliam adotar a mesma medida no futuro.
