Agência de Meteorologia rebaixa avisos após registrar pequenas ondas na costa. Balanço nas Filipinas aponta mortes e destruição.
A Agência de Meteorologia do Japão (JMA) retirou oficialmente, às 16h50 de segunda-feira no horário de Tóquio, a vigência do alerta preventivo de tsunami que cobria uma ampla faixa da costa do Pacífico, estendendo-se da província de Ibaraki até Okinawa. O protocolo de emergência havia sido acionado no início do dia após um violento Terremoto nas Filipinas de magnitude estimada entre 7,8 e 8,2. Apesar da suspensão dos avisos principais, as autoridades meteorológicas mantiveram um apelo de cautela para as próximas 24 horas, alertando que as condições marítimas instáveis devem persistir e demandam atenção extrema de trabalhadores marítimos e pescadores.
Registros de ondas no Japão e impacto nos transportes
O monitoramento costeiro registrou pequenas ondas de tsunami ao longo de toda a tarde em diferentes pontos do arquipélago japonês. Embora os avisos iniciais projetassem ondas de até 1 metro, os impactos reais ficaram abaixo do limite crítico:
- A Ilha Chichijima (pertencente à cadeia de ilhas de Ogasawara, ao sul de Tóquio) registrou ondas de 20 centímetros às 13h46.
- O Porto de Fukuro, na província de Wakayama, e o Porto de Miyazaki também confirmaram oscilações de 20 centímetros.
- A área de Kumano, na Ilha Tanegashima (província de Kagoshima), mediu uma variação de 10 centímetros no nível do mar.
O acionamento do plano de contingência mobilizou fortemente a Defesa Civil. Por volta das 11h, ordens de evacuação emitidas por municípios litorâneos englobavam mais de 181.500 pessoas em cerca de 95.961 lares. Para garantir a segurança nas rotas marítimas, o 11º Comando Regional da Guarda Costeira mobilizou 39 embarcações de patrulha e três aeronaves para monitorar o entorno de Okinawa.
Apesar dos sustos e de evacuações pontuais, o impacto na infraestrutura de transportes foi considerado moderado. Houve interrupções parciais no serviço de balsas Tokyo Wan Ferry, que conecta os portos de Kurihama (em Yokosuka) e Kanaya (em Chiba) e nas rotas municipais que interligam as ilhas remotas de Toba, na província de Mie. Em contrapartida, as companhias aéreas Japan Airlines e All Nippon Airways confirmaram que nenhum voo foi afetado. O sistema de trens-bala (Tokaido, Sanyo e Kyushu Shinkansen) funcionou normalmente, assim como as linhas ferroviárias locais na região metropolitana de Tóquio.
O cenário devastador nas Filipinas e ações de governo
Se no Japão o evento resultou apenas em flutuações marítimas leves, o epicentro do desastre enfrentou consequências trágicas. O abalo sísmico principal ocorreu a uma profundidade de 55,2 quilômetros, localizando-se a 26 quilômetros a sudoeste de Kablalan, na ilha de Mindanao. Autoridades governamentais das Filipinas confirmaram que pelo menos 19 pessoas morreram e mais de 130 ficaram feridas em decorrência dos desabamentos.
Tabela: Resumo do Impacto Regional do Terremoto
| País / Região Afetada | Altura Máxima do Tsunami Registrada | Consequências e Danos Relatados |
| Mindanao (Filipinas) | 46 centímetros (em Davao) | 19 mortes, 130 feridos, colapso de prédios e escolas. |
| Ilha Sangihe (Indonésia) | 75 centímetros | Observação de recuo e avanço do mar ao sul do epicentro. |
| Costa do Pacífico (Japão) | 20 centímetros (Tóquio/Wakayama) | Evacuações preventivas e suspensão de balsas locais. |
Registros publicados em redes sociais por veículos de imprensa locais expuseram o colapso estrutural de edifícios na cidade de General Santos e em colégios de ensino médio nos arredores de Davao, onde estruturas de dois andares tiveram o piso térreo esmagado.
Moradores relataram que o forte tremor durou mais de um minuto, sendo sucedido por uma sequência ininterrupta de tremores secundários.
Em resposta à crise humanitária imediata, o presidente filipino Ferdinand Marcos Jr. utilizou canais oficiais para informar que todas as agências de socorro e defesa civil foram acionadas para prestar assistência médica e resgate nas áreas colapsadas. No Japão, a primeira-ministra Sanae Takaichi emitiu um comunicado detalhando que ordenou que os ministérios relevantes adotassem medidas preventivas rigorosas para resguardar a população e monitorar os desdobramentos na bacia do Pacífico. O partido de sustentação do governo, o PLD, acompanha o comitê de gerenciamento de crise para avaliar os impactos econômicos e o apoio logístico à reconstrução de infraestruturas afetadas na Ásia.
