COI vê Japão como forte candidato para sediar futura Olimpíada de Inverno

Presidente da Comissão de Futuros Anfitriões afirma que o país tem excelentes condições de neve e que modelo com provas em várias cidades é totalmente viável

O Comitê Olímpico Internacional (COI) demonstrou interesse em ver o Japão sediando novamente uma edição dos Jogos Olímpicos de Inverno. O presidente da Comissão de Futuros Anfitriões dos Jogos Olímpicos de Inverno, Karl Stoss, afirmou que seria um “grande prazer” levar o evento de volta ao país.

Em entrevista concedida à agência Kyodo News, Stoss destacou que o Japão é um mercado importante para o movimento olímpico e possui excelentes condições de neve para receber as competições.

Segundo ele, o COI não vê qualquer problema na realização dos Jogos em diferentes cidades ou regiões do país. O dirigente afirmou que o modelo descentralizado será aceito e já vem sendo adotado em futuras edições da competição.

O Japão recebeu pela última vez os Jogos Olímpicos de Inverno em Nagano, em 1998. As próximas edições já têm sedes definidas: os Alpes Franceses receberão os Jogos de 2030, enquanto Salt Lake City, nos Estados Unidos, será anfitriã em 2034.

Stoss revelou que a Suíça mantém um diálogo privilegiado com o COI para sediar os Jogos de 2038. No entanto, caso a candidatura suíça não avance, ele acredita que 2038 ou 2042 representam boas oportunidades para o Japão ou outro país da Ásia.

Nos últimos meses, o interesse por uma nova candidatura japonesa ganhou força. Em Hokkaido, representantes de cidades e vilarejos pediram ao governo regional que avalie uma candidatura, enquanto líderes do setor empresarial de Sapporo também demonstraram apoio à iniciativa.

Na cidade de Nagano, um grupo empresarial apresentou recentemente uma proposta à administração municipal defendendo uma nova candidatura para receber os Jogos Olímpicos de Inverno.

O COI também reforçou que o modelo de sedes distribuídas, adotado para os Jogos de Inverno de Milão-Cortina, na Itália, poderá servir de referência para futuras edições, reduzindo custos e aproveitando instalações já existentes.