A Espanha conquistou seu segundo título mundial ao vencer a Argentina por 1 a 0 na prorrogação. Ferran Torres marcou o gol decisivo.
A Espanha tornou-se bicampeã do Mundo após vencer a Argentina por 1 a 0 na prorrogação da final da Copa do Mundo 2026, realizada no MetLife Stadium, em Nova Jersey, neste domingo, 19 de julho. O gol decisivo foi marcado por Ferran Torres no primeiro minuto do tempo extra, coroando uma campanha invicta que consolidou a superioridade da seleção europeia.
O jogo, marcado por uma dominância espanhola desde o início, viu a Argentina ficar com um jogador a menos desde o fim do tempo regulamentar. O volante Enzo Fernández recebeu o segundo cartão amarelo aos 45’+3 do segundo tempo, deixando os sul-americanos em desvantagem numérica para a prorrogação. Leandro Paredes também foi expulso após o apito final, agravando a frustração argentina.
Domínio espanhol e defesa histórica
A Espanha controlou o jogo com 20 finalizações, enquanto a Argentina não registrou sequer uma finalização no tempo regulamentar, um marco inédito em finais da história da Copa. A equipe comandada por Luis de la Fuente conquistou o título com apenas um gol sofrido em oito jogos, quebrando o recorde de defesa mais sólida em uma campanha de título.
Abaixo, o gol de Ferran Torres:
“Foi bonito e justo. O contrário teria sido premiar quem foi mais disposto a destruir do que a construir”, destacou o jornal espanhol AS, que comparou o título ao conquistado em 2010, quando Andrés Iniesta decidiu a final contra a Holanda na prorrogação.
Histórico e legado
Com esta vitória, a Espanha iguala França e Uruguai com duas conquistas mundiais, enquanto a Argentina deixa para trás sua tentativa de tetracampeonato. O gol de Ferran Torres também fez história: ele se tornou o terceiro jogador a marcar na decisão de uma Copa do Mundo após os 100 minutos de jogo, seguindo a tradição de Iniesta (2010) e Mario Götze (2014).
Momento em que Rodri, capitão da equipe levantou a taça:
A seleção europeia é agora a primeira nação a ser a atual campeã da Copa do Mundo masculina (2026) e da Copa do Mundo Feminina (2023) de forma simultânea.
Nos prêmios individuais: Melhor jogador jovem foi para Pau Cubarsí (ESP), Luva de Ouro para Unai Simón (ESP) e Bola de Ouro para Rodri (ESP). Kylian Mbappé (FRA) foi o artilheiro da Copa com 10 gols, sendo o 1º jogador da história a ser artilheiros em duas Copas seguidas.
Reação da imprensa e despedida de Messi
A imprensa espanhola celebrou o título com manchetes como “Os reis de todos os tempos!” (Marca) e “Como na primeira vez” (AS), destacando a superioridade coletiva da equipe. Já na Argentina, os veículos reconheceram a supremacia espanhola, mas valorizaram a resistência da seleção.
O Olé resumiu: “Argentina deixou tudo e caiu de pé: Espanha, merecida campeã do Mundial de 2026”. O Clarín destacou a imagem de Lionel Messi sentado no gramado após o apito final, marcando o fim de sua carreira em Copas do Mundo. Com 39 anos e 25 dias, ele se tornou o jogador de linha mais velho a disputar uma final, superando Gunnar Gren (1958).
Dados curiosos e legado
- Espanha é a primeira seleção a conquistar o título com apenas um gol sofrido na campanha.
- Lamine Yamal, de 19 anos, tornou-se o mais jovem a jogar uma final de Copa do Mundo desde Pelé (1958).
- A Argentina teve zero finalizações no tempo regulamentar, um recorde negativo na história das finais.
- Emiliano Martínez realizou 11 defesas, a maior marca em uma final desde 1966.
A Espanha, agora Bicampeã Mundial, escreve um novo capítulo em sua história. Com uma equipe jovem e coesa, liderada por talentos como Lamine Yamal (19 anos) e Pau Cubarsí (19 anos), a seleção demonstrou que a qualidade técnica e a coletividade podem superar a experiência individual.
Luis de la Fuente, aos 65 anos, tornou-se o treinador mais velho a conquistar a Copa do Mundo, superando Vicente del Bosque.
Com informações de: FIFA
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