O número de visitantes estrangeiros no Japão caiu 2% no primeiro semestre. Tensões geopolíticas e custos aéreos impactaram o turismo.
O turismo internacional no arquipélago enfrentou um novo desafio. Resultados preliminares divulgados pela Organização Nacional de Turismo do Japão mostram que o número de visitantes estrangeiros no Japão nos primeiros seis meses de 2026 caiu 2 por cento em relação ao mesmo período do ano anterior.
Cerca de 21,08 milhões de pessoas visitaram o país neste intervalo. Este dado representa a primeira queda registrada para o período desde 2021, durante os momentos mais restritivos da pandemia do coronavírus. O cenário indica uma mudança de tendência após anos de crescimento contínuo e recuperação do setor.
Impacto das tensões geopolíticas e custos aéreos
O principal fator para a retração foi a drástica redução no fluxo de turistas vindos da China. O número de visitantes estrangeiros no Japão provenientes deste país caiu 56,4 por cento.
Essa queda acentuada está diretamente ligada à piora das relações bilaterais entre os dois países. Além do fator diplomático, a redução no número de voos disponíveis agravou a situação. O aumento dos preços do petróleo, impulsionado pelas tensões e conflitos no Oriente Médio, encareceu as passagens aéreas e diminuiu a frequência das rotas internacionais.
O governo do PLD, liderado pela primeira-ministra Sanae Takaichi, deve analisar esses dados com atenção para ajustar as políticas de atração de turistas e mitigar os efeitos da instabilidade global no setor econômico local.
Dados de junho e oscilações em outros mercados
A tendência de queda se manteve firme no meio do ano. A estimativa preliminar para o mês de junho aponta cerca de 3,15 milhões de visitantes estrangeiros no Japão. Isso representa um recuo de 6,8 por cento em relação ao mesmo mês do ano passado, configurando a maior queda mensal desde janeiro de 2022.
Junho marcou o terceiro mês consecutivo de declínio em comparação a 2025. Além da China, países que antes apresentavam números relativamente altos de turistas, como Alemanha, Tailândia e Filipinas, também registraram diminuições em seus fluxos de viagem.
Por outro lado, houve pontos positivos isolados. A quantidade de viajantes de Hong Kong e da Índia subiu mais de 20 por cento. No entanto, esses aumentos não foram suficientes para compensar o declínio massivo no número de turistas chineses e a retração de outras nações. O setor de turismo agora aguarda as medidas do próximo semestre para tentar reverter esse quadro e recuperar a atratividade do destino.
Com informações de: Organização Nacional de Turismo do Japão (JNTO) e NHK World.
