A Tokyo Electric Power Company Holdings (TEPCO) iniciou nesta sexta-feira (2) uma nova etapa para preparar a retirada de combustível nuclear derretido do reator nº 2 da usina Fukushima Daiichi, no Japão. A empresa começou a inserir um braço robótico controlado remotamente no vaso de contenção do reator, como parte dos preparativos para uma terceira tentativa de recuperar os detritos no próximo ano.
O equipamento permanecia dobrado dentro de uma caixa metálica, e a equipe estendeu a ponta até uma válvula ligada ao vaso de contenção por volta das 10h (de Tóquio), 22h (de Brasília) da quinta-feira (1). Em seguida, o braço deverá entrar no vaso por uma abertura lateral conhecida como X-6. A operação ocorre em uma área onde os níveis de radiação impedem a entrada de trabalhadores.
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Preparativos para nova retirada de combustível
De acordo com a TEPCO, os trabalhos de preparação devem durar entre três e quatro meses. Nesse período, o braço robótico vai remover obstáculos e coletar dados em três dimensões sobre o interior do vaso de contenção. Entre as tarefas previstas está o corte de trilhos de aço com água em alta pressão. A operação completa, incluindo a tentativa de retirada dos detritos, deve levar cerca de seis meses.
As duas primeiras tentativas de recuperação ocorreram em 2024 e 2025 e utilizaram um equipamento semelhante a uma vara de pesca. Juntas, elas permitiram recuperar cerca de 0,9 grama de detritos. A TEPCO estima que aproximadamente 880 toneladas de combustível derretido ainda estejam nos três reatores danificados da usina. Além disso, os altos níveis de radiação mantêm desconhecidas muitas das condições no interior dos vasos de contenção.
O novo braço possui várias articulações e pode alcançar diferentes áreas do interior do reator. A ponta também pode receber ferramentas específicas para cada tarefa, e um robô operado remotamente, instalado dentro da caixa de armazenamento, fará a troca dos equipamentos. O então Instituto Internacional de Pesquisa para o Descomissionamento Nuclear e uma empresa britânica do setor começaram a desenvolver o braço em 2017. O governo destinou cerca de 7,8 bilhões de ienes, aproximadamente US$ 49 milhões, ao equipamento e a projetos relacionados.
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