Mulher de 39 anos teria pago por certificado falso de TOEIC; dois chineses já haviam sido presos por falsificação de documentos em larga escala.
A Divisão de Crimes Internacionais da Polícia Metropolitana de Tóquio encaminhou à promotoria, nesta quarta-feira (24), o caso de uma mulher de 39 anos acusada de solicitar um certificado falso de TOEIC, exame usado para medir a proficiência em inglês.
A mulher, residente na cidade de Kanazawa e funcionária de uma grande empresa, teria pago 160 mil ienes (cerca de US$ 1.085) a dois cidadãos chineses em Tóquio para forjar o documento. Segundo as autoridades, o certificado apresentava uma nota acima de 800 pontos, o que indicaria alto nível de fluência, embora ela tenha obtido apenas cerca de 600 pontos em um teste recente. A suspeita admitiu a acusação, alegando o desejo de trabalhar no exterior.
Os dois chineses envolvidos, ambos desempregados e residentes no bairro Ota, em Tóquio, já haviam sido indiciados anteriormente por falsificação de cartões de residência de estrangeiros. Eles foram novamente denunciados, agora por falsificação de documentos oficiais. A polícia encontrou em seus computadores dados de cerca de 10 mil documentos forjados, incluindo carteiras de identidade estudantil, certificados médicos e de corretores imobiliários, muitos com nomes chineses, mas entre 400 e 500 com nomes japoneses.
Segundo a investigação, o certificado falso de TOEIC da mulher teria sido produzido entre os dias 7 e 8 de abril. A promotoria foi aconselhada a aplicar uma punição severa.
O caso destaca um esquema de falsificação em larga escala operado a partir de Tóquio, com implicações sérias tanto para empresas quanto para o sistema de imigração japonês. A polícia continua investigando se há outros envolvidos e possíveis ligações com organizações maiores.
Com informações via Mainichi Shimbun