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Tribunal japonês considera eleição da Câmara Alta “em estado inconstitucional”, mas mantém resultado

Corte de Hiroshima aponta disparidade de até 3,13 vezes no peso dos votos, porém rejeita anulação das eleições em Hiroshima e Yamaguchi
Cíntia Alves 25/11/2025

Corte de Hiroshima aponta disparidade de até 3,13 vezes no peso dos votos, porém rejeita anulação das eleições em Hiroshima e Yamaguchi

O Tribunal Superior de Hiroshima decidiu nesta terça-feira que a eleição de julho para a Câmara Alta do Parlamento japonês ocorreu em um “estado de inconstitucionalidade” devido à grande desigualdade no peso dos votos — que chegou a até 3,13 vezes entre os distritos mais e menos populosos. Mesmo assim, a corte rejeitou o pedido para anular os resultados nas cidades de Hiroshima e Yamaguchi.

Com esse julgamento, somam-se 16 processos sobre o tema apresentados em 14 tribunais superiores e suas filiais. Entre eles, 11 consideraram a disparidade dos votos “em estado de inconstitucionalidade”, enquanto cinco entenderam que o sistema atual ainda é “constitucional”. Caberá agora à Suprema Corte unificar o entendimento e emitir uma decisão final.

Ao anunciar o veredicto, o juiz Yasutsune Kawata afirmou que “a eleição não deveria ter sido realizada com a distribuição atual de cadeiras”. Ele destacou, porém, que ajustes para reduzir as diferenças entre os distritos eleitorais exigem tempo e mudanças legislativas.

A disparidade no peso dos votos aumentou em relação ao pleito anterior, realizado em 2022, quando o índice era de 3,03 vezes. Mesmo reconhecendo o problema, a Suprema Corte declarou constitucionais as diferenças de 3,08 vezes (2016), 3,00 vezes (2019) e 3,03 vezes (2022). No julgamento referente à eleição de 2022, contudo, a corte alertou que a desigualdade era uma questão “urgente” a ser resolvida pelo Parlamento.

O caso reacende o debate sobre a representação política no Japão, especialmente sobre a necessidade de redistribuir cadeiras para equilibrar o peso dos votos entre áreas urbanas e rurais. O Parlamento ainda não anunciou novos planos de reforma eleitoral.

Tags: Constitucional Eleição Hiroshima Inconstitucionalidade Japão Mudanças Yamaguchi

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