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Relatório detalha 20 anos de assédios sexuais partindo de ex-governador de Fukui

Investigação revela envio de 1.000 mensagens de cunho sexual e condutas que podem configurar crimes de perseguição e importunação indecente.
Luiz Gustavo Pinheiro 07/01/2026

Investigação revela envio de 1.000 mensagens de cunho sexual e condutas que podem configurar crimes de perseguição e importunação indecente.

Um painel investigativo divulgou, nesta quarta-feira (7), um relatório contundente sobre as alegações de assédio sexual contra Tatsuji Sugimoto, ex-governador de Fukui. O documento expõe um padrão de comportamento predatório que se estendeu por duas décadas, envolvendo cerca de 1.000 e-mails e mensagens de texto de natureza sexual enviados a subordinadas. O painel concluiu que as ações de Sugimoto, que incluíram desde pedidos para que funcionárias se tornassem suas amantes até toques físicos não consensuais em ambientes sociais, representam uma “grave violação da dignidade das vítimas” e do decoro do cargo que ocupava.

A investigação, baseada em um questionário aplicado a 6.000 funcionários, confirmou que o assédio começou em 2004, muito antes de Sugimoto ser eleito governador em 2019. O relatório detalha mensagens perturbadoras onde o político pedia beijos e abraços, além de instruir as vítimas a “levarem o segredo para o túmulo”. Relatos de toques inapropriados em pernas e nádegas durante jantares foram validados pelo painel, que rejeitou a defesa de Sugimoto de que não tinha recordação dos incidentes ou que as mensagens seriam apenas “piadas e brincadeiras”.

Embora Sugimoto tenha pedido desculpas através de seu advogado e classificado sua conduta inicial como “vulgar e desprezível”, ele se recusou a dar uma entrevista coletiva, alegando a necessidade de proteger as vítimas. O painel também direcionou críticas severas à cultura organizacional do governo da província de Fukui, apontando que supervisores diretos das vítimas falharam ao não reportar as queixas imediatamente às autoridades competentes. Com a eleição para o seu sucessor marcada para começar amanhã, Sugimoto já confirmou que não buscará a reeleição, deixando um legado marcado por um escândalo que, segundo especialistas, fundamenta possíveis investigações criminais por importunação e perseguição (stalking).

Com informações via Asahi Shimbun e Mainichi Shimbun

Tags: Assédio Sexual Crime Fukui governadores do Japão Japão Polícia

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