Medicamento Xocova poderá ser usado antes da infecção em pessoas com risco de casos graves
O governo do Japão aprovou o uso preventivo de um medicamento oral contra a COVID-19, em uma decisão considerada inédita no mundo.
O ministro da Saúde japonês, Kenichiro Ueno, autorizou no dia 23 de março a ampliação do uso do antiviral Xocova. Agora, o remédio poderá ser administrado antes da infecção em pessoas com maior risco de desenvolver formas graves da doença que convivem com pacientes infectados.
Esse tipo de uso preventivo já existe para medicamentos contra gripe, mas é a primeira vez que um antiviral oral contra a COVID-19 recebe autorização para esse fim.
A nova indicação vale para pessoas a partir de 12 anos. A recomendação é que o paciente tome três comprimidos no primeiro dia e, depois, um comprimido por dia durante os quatro dias seguintes.
De acordo com dados de testes clínicos divulgados pela empresa Shionogi & Co., o medicamento demonstrou eficácia significativa na prevenção da doença. Entre 2.041 pessoas que conviviam com infectados, apenas 2,9% das que tomaram Xocova desenvolveram COVID-19 em até 10 dias. No grupo que recebeu placebo, esse índice foi de 9%.
Os resultados indicam uma redução de 67% no risco relativo de desenvolver a doença.
O Xocova havia recebido aprovação emergencial em novembro de 2022 e foi liberado de forma definitiva em março de 2024. A nova decisão amplia seu uso e pode representar um avanço importante nas estratégias de controle da COVID-19.
