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Japão inicia estudo em ilha remota para possível depósito de lixo nuclear

Pesquisa em Minamitori faz parte do processo para definir local permanente de armazenamento de resíduos radioativos
Cíntia Alves 21/05/2026

Pesquisa em Minamitori faz parte do processo para definir local permanente de armazenamento de resíduos radioativos

O Japão iniciou uma pesquisa para avaliar se a ilha de Minamitori, localizada no Oceano Pacífico, pode se tornar um local permanente para armazenamento de resíduos nucleares altamente radioativos.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira por uma organização semigovernamental responsável pela gestão de lixo nuclear no país. O projeto recebeu aprovação oficial do ministro da Indústria do Japão.

A pesquisa faz parte da primeira etapa de um processo que pode durar cerca de 20 anos até a escolha definitiva de um local para armazenar resíduos produzidos por usinas nucleares japonesas.

Minamitori é a quarta área do Japão a entrar nesse processo de avaliação. Antes dela, os municípios de Suttsu, Kamoenai e Genkai também passaram por estudos semelhantes.

Segundo o plano, a análise irá abranger toda a ilha e também o fundo do mar ao redor da costa. A etapa inicial deve durar aproximadamente dois anos e inclui estudos sobre condições do solo, atividade vulcânica e características geológicas da região.

O presidente da Organização de Gestão de Resíduos Nucleares do Japão, Akira Yamaguchi, afirmou que a pesquisa será conduzida com cuidado e responsabilidade.

Diferente das outras cidades analisadas anteriormente, Minamitori não possui população civil. A ilha fica a cerca de 1.900 quilômetros ao sudeste de Tóquio e abriga apenas integrantes das Forças de Autodefesa Marítima e funcionários do governo.

O processo de escolha do depósito nuclear possui três etapas: pesquisa preliminar, investigação inicial e investigação detalhada.

Municípios que aceitam participar da primeira fase podem receber subsídios de até 2 bilhões de ienes, valor equivalente a cerca de 12,6 milhões de dólares.

O pedido para iniciar o estudo em Minamitori foi feito pelo Ministério da Economia, Comércio e Indústria em março. A autorização foi concedida no mês seguinte pelo prefeito de Ogasawara, Masaaki Shibuya.

No entanto, como a ilha é administrada pelo governo metropolitano de Tóquio, qualquer avanço para as próximas fases dependerá da aprovação da governadora de Tóquio, Yuriko Koike, que ainda não revelou sua posição sobre o projeto.

Tags: Genkai Japão Kamoenai Minamitori OceanoPacifico ResiduosNucleares Semigovernamental Suttsu Toquio

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