Pesquisa em Minamitori faz parte do processo para definir local permanente de armazenamento de resíduos radioativos
O Japão iniciou uma pesquisa para avaliar se a ilha de Minamitori, localizada no Oceano Pacífico, pode se tornar um local permanente para armazenamento de resíduos nucleares altamente radioativos.
O anúncio foi feito nesta quarta-feira por uma organização semigovernamental responsável pela gestão de lixo nuclear no país. O projeto recebeu aprovação oficial do ministro da Indústria do Japão.
A pesquisa faz parte da primeira etapa de um processo que pode durar cerca de 20 anos até a escolha definitiva de um local para armazenar resíduos produzidos por usinas nucleares japonesas.
Minamitori é a quarta área do Japão a entrar nesse processo de avaliação. Antes dela, os municípios de Suttsu, Kamoenai e Genkai também passaram por estudos semelhantes.
Segundo o plano, a análise irá abranger toda a ilha e também o fundo do mar ao redor da costa. A etapa inicial deve durar aproximadamente dois anos e inclui estudos sobre condições do solo, atividade vulcânica e características geológicas da região.
O presidente da Organização de Gestão de Resíduos Nucleares do Japão, Akira Yamaguchi, afirmou que a pesquisa será conduzida com cuidado e responsabilidade.
Diferente das outras cidades analisadas anteriormente, Minamitori não possui população civil. A ilha fica a cerca de 1.900 quilômetros ao sudeste de Tóquio e abriga apenas integrantes das Forças de Autodefesa Marítima e funcionários do governo.
O processo de escolha do depósito nuclear possui três etapas: pesquisa preliminar, investigação inicial e investigação detalhada.
Municípios que aceitam participar da primeira fase podem receber subsídios de até 2 bilhões de ienes, valor equivalente a cerca de 12,6 milhões de dólares.
O pedido para iniciar o estudo em Minamitori foi feito pelo Ministério da Economia, Comércio e Indústria em março. A autorização foi concedida no mês seguinte pelo prefeito de Ogasawara, Masaaki Shibuya.
No entanto, como a ilha é administrada pelo governo metropolitano de Tóquio, qualquer avanço para as próximas fases dependerá da aprovação da governadora de Tóquio, Yuriko Koike, que ainda não revelou sua posição sobre o projeto.
