Chefe de desarmamento da ONU incentiva mulheres em cerimônia na Universidade de Tóquio

Izumi Nakamitsu destaca papel das estudantes em “momento decisivo da história”

A chefe de desarmamento da Organização das Nações Unidas, Izumi Nakamitsu, enviou uma mensagem de apoio às estudantes durante a cerimônia de ingresso na pós-graduação da Universidade de Tóquio, realizada em 13 de abril.

O evento aconteceu no Nippon Budokan, localizado no bairro de Chiyoda, na capital japonesa. Em seu discurso, Nakamitsu destacou que os novos alunos estão iniciando suas trajetórias acadêmicas em um “grande ponto de virada na história”.

“Gostaria de enviar um incentivo especial a todas as estudantes presentes aqui hoje”, afirmou. A representante da ONU relembrou sua própria experiência ao ingressar na pós-graduação na Universidade de Georgetown, quando percebeu o fim da Guerra Fria como um momento histórico marcante.

Ela comparou aquele período com o cenário atual, afirmando que o mundo vive novamente uma fase crítica. “Pode até ser descrito como um ponto decisivo para a humanidade”, disse.

Nakamitsu ressaltou a importância da pesquisa acadêmica nesse contexto. Segundo ela, o conhecimento produzido nas universidades será essencial para enfrentar os desafios do futuro.

Na parte final do discurso, ela voltou a falar diretamente com as mulheres, incentivando-as a manterem seus objetivos originais. “Não tentem agradar os outros nem se limitem. Ao mesmo tempo, não se sobrecarreguem. Vamos nos apoiar como mulheres e construir alianças com homens íntegros”, declarou.

No ano acadêmico de 2026, a Universidade de Tóquio registrou 4.908 novos alunos de pós-graduação, sendo 1.302 mulheres, o equivalente a 26,5%. Já entre os estudantes de graduação, são 3.123 ingressantes, dos quais 671 são mulheres, representando 21,5%.

A universidade tem como meta aumentar a participação feminina tanto entre estudantes quanto entre pesquisadores, além de promover mudanças culturais internas e apoiar o desenvolvimento de carreiras acadêmicas para mulheres. Dados institucionais indicam que, em maio de 2025, apenas cerca de 21% dos alunos de graduação eram do sexo feminino.