Taxa de natalidade no Japão atinge o menor nível da história

Número de nascimentos recua para 671 mil e acende alerta demográfico, apesar de leve alta nos casamentos.

A Natalidade no Japão continua a enfrentar um cenário crítico, registrando números preocupantes para o futuro demográfico do país. Os dados divulgados no dia 3 de junho pelo ministério da saúde mostram que o número de bebês nascidos de cidadãos japoneses caiu pelo décimo ano consecutivo. O país atingiu uma nova mínima histórica de 671.236 registros, configurando a menor marca desde que a contabilidade oficial começou em 1899. A taxa de fecundidade total, que representa o número médio de filhos que uma mulher deve ter durante a vida, também sofreu retração e chegou ao nível mais baixo de todos os tempos, fixando em 1,14.

Desaceleração demográfica e os desafios do governo

A queda de 14.937 nascimentos em relação ao ano anterior indica que o declínio populacional está acelerando muito mais rápido do que o previsto pelas autoridades. Uma projeção feita em 2023 pelo Instituto Nacional de Pesquisa Populacional e de Seguridade Social estimava que os nascimentos atingiriam cerca de 749.000 e não esperava que os números caíssem de forma tão drástica até o ano de 2040. O ritmo mais brando de queda na quantidade de recém-nascidos pode ser parcialmente atribuído à população estável de 25 a 35 anos nascida na década de 1990, contudo, medidas urgentes são necessárias para conter o problema.

“A taxa de declínio no número de nascimentos é mais moderada em comparação aos anos recentes, mas levamos a sério a situação em que a queda da taxa de natalidade permanece sem controle”, disse um oficial do ministério da saúde.

Para detalhar o perfil da maternidade atual, os dados apontam que o número de mães com idades entre 30 e 34 anos aumentou, representando cerca de 40% do total de partos. Paralelamente, a idade média para o nascimento do primeiro filho se manteve estável em 31 anos.

Casamentos em alta e o balanço populacional

Apesar da expressiva redução na Natalidade no Japão, o número de casamentos, um fator determinante para as tendências futuras de nascimento, ofereceu um ponto de esperança. Os matrimônios cresceram pelo segundo ano consecutivo, totalizando 489.119 registros oficiais. O ministério da saúde ressaltou que os casamentos representam um dado que deve ser monitorado de perto devido à ligação direta com as taxas de natalidade locais.

  • Ocorreu um aumento de 4.027 casamentos formalizados em comparação ao ano anterior.
  • A idade média do primeiro casamento caiu ligeiramente para 31 anos entre os homens e 29,7 anos entre as mulheres.
  • O número de divórcios sofreu uma redução de 6.836 casos, estabelecendo um total de 179.068 separações.
  • O número de mortes caiu pela primeira vez em cinco anos, somando 1.589.489, o que pode ser explicado por fatores logísticos e sanitários como o declínio nas mortes por COVID-19.
  • As mortes superaram os nascimentos na expressiva marca de 918.253, resultando no décimo nono ano consecutivo de contração natural da população.

Tabela: Destaques Regionais da Taxa de Fecundidade

A taxa de fecundidade variou bastante em todo o território nacional, subindo em 13 províncias a despeito do declínio geral. Apenas quatro províncias registraram aumento no número de bebês nascidos. Tóquio, Toyama e Ishikawa presenciaram um crescimento pela primeira vez em dez anos, além de Kagawa, que registrou alta pela primeira vez em quatro anos.

CategoriaProvíncia em DestaqueTaxa Registrada
Maior FecundidadeOkinawa1,52
Segunda MaiorMiyazaki1,46
Terceira MaiorFukui1,45
Menor FecundidadeTóquio0,96

Com informações via Asahi Shimbun e Mainichi Shimbun