Suspeitos teriam participado do furto de 423 milhões de ienes em dinheiro que estavam em três malas no distrito de Ueno
A polícia do Japão prendeu um integrante de alto escalão da yakuza e outros dois homens suspeitos de envolvimento no roubo de aproximadamente 423 milhões de ienes em dinheiro, equivalente a cerca de US$ 2,6 milhões. O crime ocorreu em janeiro deste ano no distrito de Ueno, em Tóquio.
Os suspeitos foram identificados como Keiichi Yamaguchi, de 29 anos, apontado como executivo de uma organização criminosa, além de Makoto Kitahara, de 42 anos, e Yuichiro Miyakawa, de 52 anos, ambos moradores da capital japonesa.
De acordo com a investigação, os três teriam planejado o crime junto com outros envolvidos e participado do roubo de três malas que continham o dinheiro. O furto aconteceu na noite de 29 de janeiro em uma rua da região de Ueno.
A polícia acredita que os suspeitos foram responsáveis por recrutar pessoas para executar a ação criminosa e também por definir o local onde os envolvidos se encontrariam antes do crime.
As autoridades não divulgaram se os três presos confessaram ou negaram as acusações durante os interrogatórios.
O caso já havia levado à denúncia formal de outras cinco pessoas, que foram indiciadas anteriormente pelas autoridades japonesas.
Durante as buscas realizadas pela polícia, cerca de 3,6 milhões de ienes em espécie foram encontrados nas residências dos suspeitos e em outros locais ligados à investigação. Os investigadores acreditam que o valor apreendido faz parte do dinheiro roubado.
Segundo a polícia, as vítimas pretendiam utilizar os 423 milhões de ienes para comprar ouro em Hong Kong. Essa informação passou a ser uma das principais linhas de investigação para entender a movimentação dos recursos antes do crime.
As autoridades também investigam uma possível ligação entre esse roubo e outros dois casos semelhantes registrados posteriormente. Um deles foi uma tentativa de assalto em um estacionamento do Aeroporto de Haneda, em Tóquio. O outro foi um furto ocorrido em Hong Kong.
A polícia continua apurando os fatos para identificar todos os participantes da ação e verificar se existe uma conexão entre os três crimes, que envolvem grandes quantias de dinheiro e possíveis operações internacionais.
