Os republicanos entram no último mês antes das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos com cerca de US$ 1 bilhão para campanhas. O partido aposta em uma forte ofensiva publicitária para manter o controle do Congresso. Além disso, grupos ligados ao presidente Donald Trump ampliaram os gastos nas últimas semanas. A estratégia ocorre enquanto pesquisas e análises apontam desafios para os republicanos em algumas disputas importantes.
O MAGA Inc., principal grupo externo ligado a Trump, tinha cerca de US$ 416 milhões em caixa no fim de agosto. Desde então, a organização aumentou os investimentos em publicidade. No Texas, por exemplo, grupos ligados ao movimento gastaram mais de US$ 22 milhões em apenas um mês. Outro comitê político direcionou mais de US$ 83 milhões para anúncios no estado. Os valores também cresceram durante jogos de futebol americano, quando o preço dos espaços publicitários costuma subir.
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Por outro lado, alguns anúncios políticos custam muito menos quando os candidatos negociam diretamente com as emissoras. Um anúncio do MAGA exibido em serviços de streaming custava cerca de US$ 894 por transmissão. O grupo do Texas pagava aproximadamente US$ 809. Já a campanha do democrata James Talarico gastava cerca de US$ 290. Em Austin, um anúncio exibido durante uma partida chegou a custar US$ 450 mil, enquanto outro espaço custou US$ 50 mil.
A disputa pelo dinheiro ocorre em um cenário de forte polarização. Os democratas concentram parte da estratégia em críticas a Trump e em acusações de corrupção. Enquanto isso, os republicanos tentam mobilizar a base conservadora. O senador John Thune também reduziu investimentos em uma disputa na Carolina do Norte. Além disso, o Supremo Tribunal dos EUA retirou, em junho, limites para gastos coordenados entre partidos e candidatos.
Dinheiro não garante vitória
Mesmo com grandes investimentos, o dinheiro não garante uma vitória eleitoral. Em 2024, Kamala Harris arrecadou valores elevados, mas perdeu a eleição presidencial para Trump. Em Wisconsin, Elon Musk também gastou cerca de US$ 25 milhões em uma disputa para a Suprema Corte estadual. Na Califórnia, o bilionário Tom Steyer investiu US$ 216 milhões em uma campanha para governador, sem conseguir vencer.
Neste ciclo, os principais grupos republicanos devem gastar cerca de US$ 1 bilhão. Os grandes grupos democratas, por sua vez, somam aproximadamente US$ 579 milhões. O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, criticou os valores gastos nas campanhas. Entre as disputas para o Senado estão corridas no Texas, Ohio, Maine, Iowa e Michigan. Para governador, os estados de Flórida, Geórgia, Wisconsin, Ohio e Nevada também estão entre os principais focos das campanhas. Na Câmara, os democratas ampliaram o número de distritos que pretendem disputar, enquanto Trump mantém eventos para seus apoiadores.
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