A vencedora do Nobel da Paz de 2026, Navanethem Pillay, visitou o Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia, na Holanda, na segunda-feira (12). Durante a visita, ela se reuniu com a presidente da corte, a japonesa Tomoko Akane, e outros representantes da instituição. Na ocasião, Pillay elogiou o trabalho dos profissionais do tribunal.
Pillay também atuou como alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos. Durante o encontro, ela afirmou que a “compaixão e a coragem continuam garantindo que a impunidade não prevaleça”. Além disso, a sul-africana foi juíza do TPI entre 2003 e 2008.
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A visita ocorreu enquanto o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificava as medidas contra o tribunal. A administração americana considera o TPI uma ameaça à soberania dos EUA. Por isso, anunciou sanções contra a instituição na sexta-feira (9), mesmo dia em que Pillay recebeu o Nobel da Paz.
Sanções americanas contra o tribunal
Por sua vez, Akane parabenizou Pillay pelo prêmio. De acordo com o TPI, a presidente afirmou que a homenagem reconhece o papel da justiça internacional como um dos pilares da paz duradoura. A corte investiga e julga pessoas acusadas de crimes de guerra e outras violações do direito internacional.
Além de atuar no TPI, Pillay foi presidente e juíza do Tribunal Penal Internacional para Ruanda. Ela recebeu o Nobel da Paz de 2026 por seus esforços em defesa da paz e do direito internacional. Enquanto isso, as sanções americanas proíbem entidades dos EUA de realizar transações com o TPI, embora algumas empresas tenham seis meses para encerrar essas operações. O governo Trump também impôs sanções individuais a Akane e a outros integrantes da corte, incluindo congelamento de bens e restrições de viagem.
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