O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou de 3% para 3,1% a previsão de crescimento da economia mundial em 2026. A revisão considera o desempenho das exportações ligadas à inteligência artificial (IA) em partes da Ásia. Segundo a instituição, esse movimento ajuda a compensar os efeitos econômicos da guerra no Irã.
No relatório Perspectivas da Economia Mundial, divulgado na segunda-feira (12), o FMI afirmou que a geopolítica e a tecnologia estão transformando a economia global. No entanto, os efeitos dessas mudanças ainda são incertos no longo prazo. O documento destaca que Coreia do Sul e Taiwan, grandes produtores de semicondutores avançados, devem impulsionar outros países asiáticos com forte atividade industrial.
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Além disso, o FMI apontou que equipamentos e componentes usados no desenvolvimento da IA vêm principalmente de países asiáticos. Entre eles estão Japão, Malásia, Singapura e Tailândia, além de Coreia do Sul e Taiwan. Dessa forma, as exportações de tecnologia podem beneficiar outras economias da região e alguns países exportadores de commodities.
FMI alerta para riscos à economia mundial
Para 2027, a instituição manteve a previsão de crescimento mundial em 3,4%. Entretanto, alertou que os riscos apontam principalmente para um resultado inferior ao esperado. Segundo o relatório, a continuidade do impasse ou uma nova escalada dos conflitos no Oriente Médio pode manter elevados os preços da energia e dos alimentos. Isso também pode aumentar a inflação e prejudicar o crescimento econômico.
Por esse motivo, o FMI elevou de 3,9% para 4,1% a previsão de inflação global para 2027. A estimativa para 2026 permaneceu em 4,7%. Entre as principais economias, o organismo manteve praticamente inalteradas as projeções para Estados Unidos, China e Japão. A economia americana deve crescer 2,3% em 2026 e em 2027, apoiada pelo consumo e pelos investimentos em tecnologia. Já a China deve avançar 4,5% neste ano e 4% no próximo.
No Japão, a previsão de crescimento para 2026 subiu de 0,6% para 0,7%, enquanto a de 2027 permaneceu em 0,7%. De acordo com o FMI, medidas de apoio fiscal ajudaram a reduzir os efeitos da alta dos preços da energia. Na Alemanha, a projeção para 2026 aumentou de 0,7% para 1,3%. Por sua vez, a zona do euro deve crescer 1,1% neste ano e 1,2% em 2027.
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